Apagar crimes de guerra
O primeiro ministro Boris Johnson propõe lei para isentar militares por crimes realizados no exterior. Proposta surge em meio ao julgamento farsa de Assange.
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Boris Johnson in Estonia
Boris Johnson fazendo demagogia com soldados na Estônia. | Foto por: reprodução.

O primeiro ministro britânico, Boris Johnson, apresentou ao parlamento nesta quarta (22) um projeto de lei para acabar com as investigações contra as ações das forças armadas britânicas no exterior.

O projeto é uma antiga promessa eleitoral do primeiro ministro que propõe a lei totalmente antidemocrática no exato momento em que o jornalista Julian Assange, responsável por divulgar crimes de guerra cometidos por exércitos dos países imperialistas e que vem sofrendo um processo farsa a mando dos EUA, em que o exército britânico aparece como um dos “atores” principais, deixa claro que se trata de uma medida antidemocrática e que visa proteger os interesses da burguesia imperialista em seus ataques às nações oprimidas do mundo.

Ao apresentar o texto Johnson afirmou que busca “enfrentar processos vexatórios e acabar com o ciclo de investigações repetidas contra nossas valentes forças armadas”. Demagogia barata, típica da extrema-direita. O secretário da Defesa, Johny Mercer afirmou visa dar proteção aos soldados contra acusações por atitudes cometidas durante missões no exterior há mais de cinco anos.

Nos últimos anos as forças armadas britânicas foram acusadas de crimes de guerra na Irlanda do Norte, no Iraque e no Afeganistão, o que inclui os crimes divulgados pelo WikiLeaks de Assange. Atualmente as forças armadas britânicas atuam em total apoio ao massacre cometido pelo governo saudita contra Iêmen, que está devastando o país e matando a população de fome.

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