Governo impopular: boneco de Olinda de Bolsonaro é hostilizado pelos foliões

bozoneco

Da redação – Noticiado a pouco neste diário, os tradicionais Bonecos de Olinda, neste caso do presidente golpista Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, que estavam encapuzados antes de desfilarem no grande bloco dos bonecos, por conta da possível hostilidade contra os mesmos, geraram revolta e foram atacados pelo povo. Isso confirma mais uma vez a análise do PCO sobre a situação política, demonstrando que o povo quer lutar nas ruas contra a extrema-direita e o imperialismo.

Embora seja uma tradição do carnaval pernambucano, especificamente em Olinda, homenagear os presidentes com bonecos gigantes, a imagem de Bolsonaro não agradou aos foliões, como visto em todo o Brasil nas manifestações de marchinhas denunciando o golpismo da direita, gritos exaltados de milhares de pessoas nas principais capitais e bandeiras defendendo o ex-presidente Lula – preso pelo bloco golpista de Sérgio Moro.

Os bonecos foram hostilizados e por onde passavam o público fazia gestos diversos de repúdio, jogavam latas de cerveja e tudo mais que se pode imaginar.

O auxiliar de serviços gerais Natan José de Oliveira, 23, disse à reportagem ainda na concentração do bloco que pela primeira vez em 11 anos estava com medo de desfilar como bonequeiro.

O rapaz que desfilou com o boneco, entrevistado pela imprensa burguesa, reconheceu que foi a primeira vez em 11 anos que teve medo de sair com o gigante nas ruas. Esse é o resultado da política neoliberal dos golpistas, o completo repúdio a tudo que represente o presidente fascista.

É um passo inicial contra os golpistas, uma expressão da revolta do povo que não aceita toda destruição dos serviçais imperialistas. As agressões contra o povo tendem a aumentar como estamos vendo a cada dia, e sendo assim, é preciso criar Comitês de Autodefesa do povo, centralizados nacionalmente em torno de uma política forte, contra Bolsonaro, pela liberdade de Lula.

Convocamos todos para lutar em cada local, escola, bairro, fábrica, universidade e nas ruas de todo o país contra o imperialismo que está assaltando nosso país.