Bolsonaro quer fechar sede da Petrobras e demitir 400: é preciso impedir a destruição da empresa

Funcionário pinta tanque da Petrobras em Brasília

A direção golpista Petrobras anunciou, nesta terça-feira (26), que pretende desocupar, até junho, sete andares hoje alugados pela empresa para abrigar a sede administrativa (Edisp) em São Paulo, O pretexto apresentado é a suposta economia de mais de R$ 100 milhões no horizonte do plano de negócios 2019/2023.

De acordo com nota da empresa,  a empresa estuda realizar um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e um Programa de Desligamento por Acordo Individual. Segundo o Sindicato dos Petroleiros, no Edisp trabalham mais de 400 trabalhadores próprios, além de centenas de outros terceirizados.

A redução do quadro de funcionários da Petrobras vem sendo realizada de forma continua desde o golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma. Foram realizados diversos planos de demissões voluntárias, o que deverá se repetir no caso de São Paulo, envolvendo o Edisp e outros setores.

Ainda de acordo com a organização dos trabalhadores, está ocorrendo “uma redução de atividades em São Paulo e não somente uma desmobilização de prédio”

Essa iniciativa do governo Bolsonaro se dá como parte de planos de vendas de ativos, como refinarias, já sinalizados pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

Estamos diante de toda uma operação de liquidação da Petrobras, as demissões visam enfraquecer a resistência dos trabalhadores ao processo de dilapidação da empresa, no momento que o governo reacionário busca intensificar a venda de ativos e a entrega total do que ainda resta da estatal e, principalmente, petróleo nacional. Uma imensa riqueza que poderia subsidiar o desenvolvimento de setores fundamentais para o povo brasileiro e que está sendo entregue “à preço de banana” para os tubarões capitalistas.

Para impedir essa pilhagem, é preciso uma ampla mobilização, não apenas dos trabalhadores da Petrobrás, mas de todos os explorados e de suas organizações de luta. Contra as privatizações, reestatizar a Petrobrás (100% estatal), sob o controle dos trabalhadores. Contra as demissões e entrega do petróleo, ocupar os prédios e refinarias da empresa.