Fora Bolsonaro: novo governo terá latifundiário e pistoleiro no comando da reforma agrária

bolsonaro nabhan

O latifundiário, fundador e atual presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan Garcia, vai comandar a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do governo do fascista Jair Bolsonaro.

Os golpistas estão de maneira rápida atacando a reforma agrária e a luta pela terra no campo jurídico e acabando com as organizações estatais responsáveis pela questão fundiária. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) foi extinto após o golpe de Estado em 2016 pelo golpista Michel Temer. Agora, Bolsonaro extingue o Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e, no lugar cria a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, que provavelmente vai para o Ministério da Agricultura (Mapa).

Se não bastasse a extinção desses órgãos, vai colocar a reforma agrária nas mãos do que há de mais atrasado no pais, que são os latifundiários, e neste caso é um latifundiário e pistoleiro conhecido. O latifundiário Nabhan atua na região do Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo, e fundou a UDR em 1985 na cidade de Presidente Prudente, após desapropriações realizadas na região. Então surgiu para combater com extrema violência o crescimento dos movimentos sociais de luta pela terra, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) com a criação de milícias de pistoleiros e ao acesso a armas.

Na sua nomeação, o latifundiário pistoleiro afirmou “diálogo com invasores de terra, não. Com movimento social, sim. Invasão é crime…, mas aceitar essa farra das invasões, abril vermelho, exército vermelho, isso não vai ter vez no governo que vai preservar o direito de propriedade”.

Nabhan vai utilizar da estrutura do Estado para atacar ainda mais os movimentos de luta pela terra, seja de trabalhadores sem-terra seja de comunidades tradicionais como indígenas ou quilombolas.

Bolsonaro está colocando latifundiários e pessoas ligadas a bancada ruralista em vários cargos do novo governo para massacrar os trabalhadores do campo e os movimentos sociais de luta pela terra, como o MST, pois é um dos principais setores que a extrema-direita quer paralisar para realizar sua política entreguista.

É preciso organizar comitês de autodefesa para enfrentar diretamente os ataques dos latifundiários. Esses ataques devem se intensificar muito com a subida do fascista Bolsonaro a presidência da República.