Cavalo de Tróia
Governo Bolsonaro se utiliza do INCRA como um cavalo de Tróia para atacar assentamentos e o MST no Extremo Sul da Bahia
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barraco assentamento bahia (1)
Casa de assentamento no Extremo Sul da Bahia | Foto: Igor Carvalho/BDF

Nesta semana, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro divulgou em sua rede social um vídeo de uma ação organizada pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e os latifundiários do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) onde novamente montam uma cena para atacar o MST e a luta pela terra.

O vídeo gravado pela direção bolsonarista do INCRA foi realizada no Assentamento Lagoa Bonita, no município de Mucuri no Extremo Sul da Bahia. Na gravação, três pessoas são gravadas pelo coordenador da ação pelo INCRA, Mauro Rossi, para a atividade em que uma pessoa diz que estava sendo “libertada” do MST e que agora estava sendo realmente beneficiada e que acabou a ditadura do MST dentro do assentamento.

Aproveitando a situação, fascista Jair Bolsonaro na publicação diz:

“- Estamos entregando milhares de títulos de propriedade no campo.

– A liberdade chegou para aqueles que eram usados pela esquerda/MST.

– Parabéns Ministra @terezacristinams, INCRA e servidores.”

Nesta mesma região, o governo fascista de Bolsonaro sob a coordenação do latifundiário e pistoleiro Antonio Nabhan Garcia, secretário de assuntos fundiários do Ministério da Agricultura, tentou invadir assentamentos da reforma agrária com a Polícia Federal e enviou tropas da Força Nacional de Segurança depois uma cena montada pelos próprios bolsonaristas para justificar o envio e a perseguição a integrantes do MST e lideranças de assentamentos da região de Prado e Mucuri.

Essa é uma das regiões que Bolsonaro colocou como projeto piloto para implantar seus planos de acabar com o MST e os assentamentos da reforma agrária através de seus planos de privatização.

 

Latifundiários montam equipe de servidores bolsonaristas para destruir assentamentos

 

A direção bolsonarista do INCRA montou uma equipe bem seleta formada por servidores da extrema direita que são contra a reforma agrária e o MST para atuar nos assentamentos da região. A Força Tarefa para a supervisão ocupacional nos assentamentos do município de Mucuri (BA) tem um padrão que vai ajudar o governo Bolsonaro e os latifundiários a implantar seus planos de privatização dos assentamentos e de ataques aos movimentos de luta pela terra.

O chefe da Força Tarefa, o bolsonarista Mauro Rossi é o principal deles. A “supervisão ocupacional dos assentamentos” realizada pelo INCRA é uma das atividades mais subjetivas e depende muito do técnico do INCRA que realiza a vistoria, pois não existem critérios claros estabelecidos para a verificação das famílias que estão vivendo e morando dentro dos assentamentos.

Nesse caso fica ainda mais evidente, pois a “seleção” dos servidores para a realização dessa ‘supervisão’ no Extremo Sul da Bahia foi por apoiar o governo Bolsonaro e suas ações para atacar os assentamentos da reforma agrária e o MST.

 

Denunciar e expulsar o INCRA dos assentamentos

 

O governo Bolsonaro está utilizando as autarquias do Estado que nos governos petistas deram apoio a reforma agrária, assentamentos e acampamentos, para acabarem com os assentamentos da reforma agrária e os movimentos de luta pela terra, em particular o MST. A Força Tarefa que está atuando em Mucuri fica ainda mais evidente, pois uma seleção de técnicos bolsonaristas do INCRA está claramente atuando contra as famílias e sua organização. E desse processo só podemos esperar mais ataques ao MST e avanço na privatização dos assentamentos.

Há relatos e denuncias de famílias de assentamentos de Prado e Mucuri dizendo que estão sendo ameaçadas pelos servidores e que bolsonaristas espalham para as famílias assentadas que quem tiver relação com o MST e for contra Bolsonaro vão ser expulsas dos assentamentos.

O INCRA está sendo um instrumento dos latifundiários para fazer o serviço sujo com base em critérios “técnicos”, mas que sabemos que o único critério estabelecido pelo governo é atacar a luta pela terra e os assentamentos da reforma agrária.

Fica evidente a necessidade de realizar uma ampla denuncia para as famílias assentadas e acampadas sobre o papel do INCRA bolsonarista em destruir a reforma agrária. Essa enorme campanha tem que ser organizada com manifestações e ações para expulsar da maneira que for necessária a equipe do INCRA de dentro dos assentamentos.

Caso não haja a denúncia do papel realizado pelo INCRA nos planos do governo Bolsonaro, as famílias vão ser enganadas e os movimentos vão se desarticulados e atacados com mentiras, demagogia e muitas ameaças desses servidores e do governo Bolsonaro.

Bolsonaro, Nabhan e os latifundiários tentaram atacar o MST através das forças policiais e diante do enorme repúdio tiveram que recuar, mas agora se utilizam do INCRA para realizar o papel sujo de identificar as famílias, lideranças e de movimentos de luta pela terra para expulsa-las e conseguir implementar de maneira mais fácil sua política de terra arrasada dentro dos assentamentos.

É preciso se opor a essa política e denunciar o papel do INCRA na implementação da política de Jair Bolsonaro na destruição dos assentamentos da reforma agrária.

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