Ataque à cultura
Bolsonaro aproveita as medidas restritivas dos governadores e prefeitos “científicos” para economizar recursos públicos e chantagear os artistas.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Bolsonaro, inimigo da cultura, aproveita a situação do lockdown, medida ineficiente dos governantes e prefeitos “científicos”, para suspender a análise da Lei de Incentivo à Cultura, antiga Lei Rouanet, nas cidades que estejam adotando medidas restritivas por 15 dias no decreto do Diário Oficial da União, nesta sexta feira, 5 de março.

Trata-se de mais um ataque à cultura. Desde o golpe de Estado, este setor vem sendo duramente atacado com cortes de verbas, a tentativa do Michel Temer de extinguir o então Ministério da Cultura (ao qual voltou atrás devido a mobilização dos artistas), extinção deste ministério pelo governo fraudulento do Bolsonaro, dentre outras coisas. É perceptível que com o avanço do golpe e Bolsonaro no poder. com o pretexto da pandemia, a cultura vai continuar sendo sistematicamente oprimida por toda essa corja de golpistas que não reconhecem o valor cultural.

Sem contar que fica claro que Bolsonaro está procurando chantagear os artistas para endossar na demagogia de “não pense na pandemia, trabalhe”, contra a medida do “fica em casa, se você tiver condições econômicas para tal”, vinda dos “científicos”. No final das contas, o trabalhador da cultura fica prejudicado em ambas as políticas. Primeiro que não dá para não pensar na pandemia, que está atingindo recordes de mortes dia após dia; segundo que ficar em casa, no lockdown, é para poucos.

Ambas as políticas, portanto, trabalham em conjunto para complicar cada vez mais o artista, assim como toda a população. Não há diferença alguma entre o Bolsonaro e os demagogos da direita dos estados e municípios. Se os artistas estão em condições cada vez mais difíceis devido à crise econômica, juntamente com a crise da pandemia, os culpados são todos esses governantes que não fazem literalmente nada para conter essas duas crises.

A crise leva a esses governos adotarem medidas “econômicas” para os grandes capitalistas e banqueiros. Quem que tem todo o assistencialismo do Estado, é a burguesia. Bolsonaro, por exemplo, deu de bandeja mais de um trilhão de reais no início da pandemia, enquanto a população recebeu auxílio-esmola. Criou-se também auxílio para a cultura, a Lei Aldir Blanc, porém há denúncias de não recebimento e também do valor não chegar nada aos pés dos detentores da grande capital. Neste sentido, torna-se mais importante para os artistas se agruparem em comitês de luta, sem crença nas instituições, para lutar contra todo esse regime.

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