Bolsonaro: “universidade não é lugar de protestos”; é preciso mobilizar os estudantes contra a repressão!

Bozonaro

Mesmo antes de consagrar sua dissimulada vitória – o Messias do capital financeiro e da ignóbil burguesia entreguista – expôs sua profusa tara pelo despotismo. No sábado (27), um dia antes do segundo turno, o filisteu Jair Messias Bolsonaro (PSL) – fruto da maior fraude eleitoral desde a república velha – afirmou que universidade não é lugar de protesto. O comentário foi feito durante uma transmissão ao vivo no Facebook, o último antes da consolidação da fraude perpetrada pelos golpistas nessas eleições.

 Nas palavras do capitão boçal, “A universidade não é lugar disso, mas se querem fazer um ato desse, os dois lados têm que ter o direito de fazer”, acusando que seus apoiadores não sejam autorizados a protestar. Ainda, sem qualquer relato apresentado ou sequer registrado – até mesmo pela mídia corporativista e golpista, segundo ele, “se uma pessoa nossa qualquer quisesse colocar uma faixa lá ‘corrupção nunca mais’ ou ‘abaixo Maduro’, pronto, não teria oportunidade. Com toda certeza, não botaria essa faixa lá, seria escorraçado e seria agredido violentamente”. Bolsonaro ainda afirmara que, no seu governo os estudantes que se identificam com a militância de esquerda não terão espaço – deixando claro que o mesmo desferirá ataques brutais ao movimento estudantil. Há que se destacar que, a Justiça Eleitoral autorizou na semana das eleições – o arbitrário – ingresso da polícia em universidades públicas e privadas do país afim de retirar materiais de protesto denunciando o fascismo e a acelerada degeneração da democracia. Pelo menos 30 instituições de ensino foram invadidas pelos cães de guarda dos golpistas desde o início da semana; a maioria sob a denúncia de “propaganda eleitoral irregular”. Na lista de proibições, contam: cartazes, veto a eventos e proibição de veiculação de artigos.

 Após dezenas de fatos arbitrários ocorridos, no último dia antes das votações, a ministra do STF (Superior Tribunal Federal), Cármen Lúcia, levantou do túmulo e demonstrou seu entejo quanto a medidas antidemocráticas. Assim, despiu-se de seu traje despótico que selou a sentença condenatória do ex-presidente Lula – sem quaisquer provas e, fingiu-se de Madre Tereza de Calcutá. Segundo a ministra Cármen (Lúcifer), “toda forma de autoritarismo é iníqua” e que é “pior quando parte do Estado”. Ora! É muita impudência ouvir isso – logo de uma das peças mais importantes e operacionais do golpe.

 Com a consolidação do golpe de Estado – através da eleição de Bolsonaro, mais do que outrora, torna-se tarefa urgente dos movimentos de esquerda, organizar comitês de luta contra o golpe e de autodefesa nas universidades, visto que o capitão boçal não vacilará quanto à opressão dos que se opuserem ao seu governo. Dito isto, é importante que se garanta como ordem do dia – a preparação para os enfrentamentos que virão a posteriori.