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Bolsonaro tira remédios do povo em favor dos monopólios farmacêuticos
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Bolsonaro tira remédios do povo em favor dos monopólios farmacêuticos
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Na terça-feira (16), foi revelado que o Ministério da Saúde suspendeu 19 contratos para a fabricação de remédios para quem sofre de câncer e diabete e transplantados. Esses contratos eram feitos com laboratórios públicos e seu cancelamento pode atingir mais de 30 milhões de pessoas que necessitam de tais medicamentos, distribuídos de maneira gratuita.

No mesmo dia, surgiu uma nova notícia, que na verdade não é mais do que a publicação dos motivos pelos quais aqueles contratos foram suspensos. O mesmo Ministério divulgou a informação de que os remédios continuarão sendo fornecidos através do Sistema Público de Saúde (SUS), só que serão adquiridos pelo Estado não mais por meio de parceria com os laboratórios públicos, mas sim com privados.

Eis, então, o motivo do cancelamento dos contratos com laboratórios de renome, tais como o Instituto Butantan ou a Fiocruz: para favorecer os laboratórios privados, fazendo negócios com estes, ou seja, comprando destes, dando lucros para eles ao invés de ajudar o financiamento dos laboratórios públicos, desenvolvendo minimamente a pesquisa e a saúde pública.

Agora, o governo entreguista de Bolsonaro dará de mão beijada enormes quantias do orçamento do Ministério da Saúde para os grandes monopólios da indústria farmacêutica. Isso ocorre, obviamente, a mando dos poderosos capitalistas internacionais que controlam essa indústria criminosa, que impede um verdadeiro desenvolvimento da ciência e da saúde que atende às necessidades da população somente para lucrar com as doenças, ao invés de erradicá-las – uma vez que, sem doença, não mais seriam necessários diversos remédios e tratamentos caros, o que, portanto, diminuiria os lucros desses capitalistas.

Além disso, o governo de extrema-direita, como ocorre com todo o governo neoliberal, diz pregar o “enxugamento dos gastos públicos”. No entanto, segundo a Associação de Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), nos últimos oito anos as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) – âmbito no qual estão inseridos os laboratórios públicos e seu convênio com o Estado – levaram a uma economia de mais de R$ 20 bilhões para o Tesouro.

Logo, se não houvesse essa parceria, o Estado teria perdido mais de R$ 20 bilhões. E é o que vai ocorrer agora: bilhões de reais que pertencem ao povo brasileiro serão entregues de bandeja para os tubarões da indústria farmacêutica. Afinal, Bolsonaro não serve ao povo, mas sim aos grandes capitalistas que sugam as riquezas e a própria vida do povo, para salvarem e aumentarem seus lucros.

Trata-se de mais um dos inúmeros atentados do governo Bolsonaro ao povo, por isso é preciso colocar abaixo esse governo. Caso contrário, literalmente, ele vai matar milhões de brasileiros.