Ameaça de desabastecimento
Política neoliberal está na essência da crise do arroz e ameaça estoques no Brasil
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
silo-de-arroz-1280px-Spain.Deltebre.Arros.Bayo
Silos de armazenagem de arroz. Só o Brasil está vendendo no mundo | Foto: Reprodução / Wikimedia

Entre março e julho, as exportações brasileiras de arroz cresceram 260%. O dado coincide com a desvalorização do real, que tornou o arroz brasileiro mais barato no exterior (e a produção de conjunto) mas há também a política nacional de comércio exterior, destoando de praticamente todos os países produtores do Sudeste Asiático.

Vietnã e a China, dois grandes produtores, por exemplo “resolveram não exportar por segurança (alimentar)”, conforme avaliação do coordenador do núcleo econômico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Renato Conchon, similar a análise José Mathias Martins, presidente da Cooperativa Arrozeira Palmares, de Palmares do Sul (RS), que em entrevista ao UOL declarou: “os países asiáticos pararam de exportar, e os Estados Unidos, maiores exportadores das Américas, estavam sem produto. Então, houve alta na procura pelo arroz brasileiro”.

Diante da situação, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, ao invés de fazer o mesmo, zerou as taxas de importação, uma medida inócua diante da política de resguardar a própria segurança alimentar, levada a cabo pelos países produtores. A própria explosão das exportações brasileiras é um reflexo do fato de que praticamente todos os países estão estocando alimentos e não vendendo, o País segue sem perspectiva de solução para o problema da carestia.

Ainda mais criminoso, em 2015, o Brasil tinha mais de 1 milhão de toneladas de arroz em estoque, reduzidos a apenas 22 toneladas atualmente, o que equivale a menos de uma semana do consumo nacional.

Consquência disto, um estudo da Universidade de São Paulo mostra um aumento médio no preço do arroz em 120% no intervalo 12 meses, chegando a 275% em Brasília, onde o saco de 5kg saiu de R$8,00 no começo da pandemia para uma média de R$30,00. A associação nacional de Procons, ProconsBrasil, divulgou que os aumentos chegavam a 320% em algumas localidades.

Sendo um dos mais básicos alimentos da dieta consumida pelos trabalhadores brasileiros, o arroz, como tudo na sociedade capitalista, sofre um forte ataque especulativo, o que está na raiz da crise envolvendo a disparada do preço dos alimentos.

Uma explicação muito difundida pela imprensa para este aumento é análogo à tradicional tática da burguesia, de responsabilizar a população pelas consequências da política da direita, no que conta com o lastimável apoio de setores da esquerda. Contudo, o drama atual vivido pela população está estritamente ligado ao desenvolvimento da luta de classes, à ditadura exercida pela burguesia sobre a política econômica, com impactos diretos na vida cotidiana e na própria segurança alimentar da população, que tem esta ameaça ampliada pelo domínio dos grandes capitalistas sobre o comércio externo brasileiro, que em um governo operário, teria de ser orientado pelo interesse dos trabalhadores.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas