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(Osaka - Japão, 28/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Reunião bilateral com o senhor Donald J. Trump, Presidente dos Estados Unidos da América.
Foto: Alan Santos / PR
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A Anvisa não atendeu ao pedido de renovação do registro da marca Cohiba no Brasil e, portanto, o famoso charuto não poderá mais ser vendido no País. O indeferimento ocorreu em 23 de maio e já no final de junho o produto foi retirado dos locais de venda. A informação é do jornalista coxinha Lauro Jardim.

A desculpa foi um motivo técnico, mas obviamente trata-se de uma medida de caráter político do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro. 

O presidente golpista, desde antes de ser eleito de maneira fraudulenta, tem atacado retórica ou efetivamente a ilha de Cuba.

Basta lembrar do anúncio da expulsão dos médicos cubanos do Brasil, pondo fim ao programa Mais Médicos. Em novembro, diante de tais ameaças à sua própria soberania, o governo cubano retirou seus profissionais médicos do País.

Durante a campanha eleitoral e após ela, Bolsonaro fez fortes ataques a Cuba e Venezuela, inclusive com ameaças de expulsar seus diplomatas e de implementar sanções econômicas.

De fato, as relações diplomáticas, políticas e comerciais entre o Brasil e Cuba simplesmente não existem mais. O governo Temer já havia diminuído exponencialmente os laços com a ilha e Bolsonaro praticamente os cortou.

Essa não é uma medida soberana do Brasil, ao contrário do que alguém pode pensar. É imposta pelo imperialismo norte-americano, uma vez que Bolsonaro não passa de um interventor dos EUA para sugar as riquezas e a economia do País.

Assim, o Brasil soma-se, definitivamente, mesmo que não seja de modo oficial, ao bloqueio genocida que Washington impõe a Cuba desde 1962.

Esse bloqueio tem causado as consequências mais nefastas que algum país pode sofrer por peitar o imperialismo, bem debaixo de suas barbas, como fez Cuba em 1959.

As regras do bloqueio impedem que Cuba faça comércio normal e regular com a maioria dos países. Os bancos norte-americanos bloqueiam transações que tenham a ilha como destino ou partida de ativos financeiros. Um produto que tenha qualquer um de seus componentes fabricados nos EUA já não pode ser vendido para Cuba, sob pena de sanções para a empresa que o fizer.

Isso gera transtornos em diversos âmbitos da sociedade cubana. Os hospitais, muitas vezes, se veem sem equipamentos de cirurgia que só podem ser importados. Remédios também podem faltar, que não sejam produzidos em Cuba. Foi por isso também que o país investiu na saúde pública, tanto porque um Estado Operário sempre teve como política a atenção médica gratuita e universal, como porque Cuba não conseguiria contar com grande ajuda estrangeira para atender à sua população.

Fertilizantes e sementes para a produção também têm seus preços muito elevados e Cuba não os pode comprar no mercado norte-americano, tendo que aumentar os custos de importação por comprá-los de mercados mais distantes.

O bloqueio afeta também o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e mesmo turístico da ilha.

Esse bloqueio se intensificou com o aprimoramento da Lei Helms-Burton, uma lei dos EUA que sanciona quem fizer acordos comerciais com empresas que eram propriedade de capitalistas norte-americanos e foram nacionalizadas e estatizadas pelos revolucionários cubanos.

É uma política criminosa do imperialismo que é rechaçada há décadas pelos movimentos de solidariedade com Cuba. Esse movimento deve ser fortalecido e devem ser realizadas ações concretas no Brasil e em toda a América Latina para denunciar e colocar um fim nessa política imperialista.

Abaixo o bloqueio criminoso dos EUA contra Cuba!

Fora o imperialismo da América Latina!

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