Bolsonaro reconhece o perigo da mobilização e volta atrás na questão das verbas

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Na última quarta-feira (22), Bolsonaro anunciou que vai usar verbas da reserva orçamentária para liberar recursos para a Educação. Com isso, será destinado um pouco mais que R$ 1,5 bilhão para a Educação – valor que é ainda muito inferior aos R$ 5,8 bilhões que foram cortados anteriormente.

No dia 15 de maio, após gigantescas manifestações contra o governo, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro declarou que os estudantes e trabalhadores que protestaram contra os ataques à Educação eram “idiotas úteis”. O vice-presidente Hamilton Mourão, por sua vez, afirmou que as manifestações foram pontuais e não teriam continuidade. No entanto, o anúncio de que serão destinados R$ 1,5 bilhão para a Educação mostra que o regime político vê com muita preocupação a revolta popular contra o governo.

As verbas liberadas para a Educação mostram um recuo do governo. É mais uma demonstração de que o governo está enfraquecido e não consegue impor seu programa neoliberal sem colocar setores da população em movimento. Por isso, é preciso ampliar a mobilização contra o governo Bolsonaro e derrubá-lo. Se a mobilização de um dia obrigou Bolsonaro a recuar, uma mobilização crescente e uma greve geral podem acabar de vez com o governo.

O recuo de Bolsonaro, por outro lado, não pode ser entendido como um sinal de que o governo está disposto a negociar com a população. Se as oportunidades de derrubar o governo forem desperdiçadas e os golpistas conseguirem se unificar para estabelecer um governo mais coeso, a burguesia irá atacar a população de maneira muito mais brutal do que Bolsonaro tem feito até agora.

É preciso sair às ruas já, multiplicar as mobilizações e lutar pela derrubada do governo Bolsonaro, a liberdade do ex-presidente Lula e por novas eleições, com Lula candidato!