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Bolsonaro reafirma seu programa fascista
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O presidente ilegítimo Jair Bolsonaro voltou a afirmar seu caráter fascista e o que pretende fazer no Brasil. Em discurso na cidade de Parnaíba, no Piauí, onde foi inaugurar uma escola gestionada por militares com o seu nome, ele disse que vai “acabar com o cocô do Brasil”, sendo o “cocô essa raça de corruptos e comunistas”.

“Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil”, continuou. Foi, como pode ser visto por essas palavras, mais um discurso inflamado, típico de líderes fascistas, prometendo acabar com os comunistas.

Trata-se de uma reafirmação de qual é o seu programa de governo: estabelecer uma ditadura com fortes características fascistas, para perseguir e exterminar os comunistas, a esquerda e o movimento operário como um todo. Essa não é a primeira vez que Bolsonaro faz esse tipo de discurso. Ainda em meio à campanha eleitoral do ano passado, disse que iria “metralhar a petralhada”. Depois, defendeu a caracterização de movimentos populares como o MST e o MTST como organizações terroristas.

Em seu discurso de posse, Bolsonaro falou que iria “libertar o povo do socialismo”. É um recado bem claro para a esquerda, e que vem sendo aplicado nesses primeiros oito meses de governo: “acabar com o comunismo”, “libertar do socialismo” e “metralhar a petralhada” significam organizar uma repressão absolutamente fascista contra o povo, contra os militantes de esquerda, contra os partidos e sindicatos e todas as organizações ligadas à classe trabalhadora.

O aumento do massacre contra os sem terra no campo, as operações policiais e militares nas favelas e bairros pobres, as prisões em massa, a detenção de sem teto e outros ativistas sociais já indicam o estabelecimento de uma ditadura no Brasil do golpe presidido por Bolsonaro.

Conforme essas ações não são respondidas à altura pela esquerda, com a organização da insatisfação popular contra o governo, Bolsonaro permanece no poder e radicaliza sua política de extrema-direita, a fim de esmagar o movimento operário. Essa é a missão do fascismo.

A esquerda precisa combater de maneira concreta o governo Bolsonaro e derrubá-lo. Para isso, é fundamental que o combate seja feito nas ruas, organizando manifestações frequentes e generalizadas, porque a força do povo nas ruas é a única arma para combater e derrotar o fascismo.