Bolsonaro reafirma compromisso com seus patrões: vai privatizar 150 estatais

Bolsonaro reafirma compromisso com seus patrões

Da redação – Nessa semana, a dez dias do segundo turno das eleições presidenciais, a equipe do candidato fascista Jair Bolsonaro (PSL), anunciou que pretende privatizar 150 empresas estatais. A entrega do patrimônio público seria levada adiante através das chamadas “golden shares”, mecanismo especial utilizado amplamente pelos governos neoliberais durante a década de 1990.

O mecanismo das “golden shares” serve para que o Estado possa impor a privatização das empresas públicas e entregar com mais facilidade o patrimônio público para os capitalistas nacionais e estrangeiros que querem a todo custo se apoderar das riquezas nacionais. Essa estratégia foi utilizada pelos governos neoliberais para entregar a preço de banana a CNS, a VALE e a Embraer, favorecendo o lucro dos capitalistas em detrimento dos interesses do povo brasileiro.

Das 150 estatais que o entreguista Jair Bolsonaro pretende privatizar, quase um terço foi criada durante os governos petistas e Lula e Dilma. Vale destacar que quem vem impulsionando a entrega do patrimônio público e das riquezas nacionais para os capitalistas estrangeiros são justamente os militares que estão por trás da candidatura de Bolsonaro e que, diferentemente do que tentam aparentar, não tem absolutamente nada de nacionalistas, muito pelo contrário, fazem de tudo para entregar o controle do país para o imperialismo norte-americano.

A privatização, um dos principais instrumentos dos governos neoliberais para entregar o controle do país para o imperialismo, será uma das principais armas de Bolsonaro para satisfazer as vontades de seus patrões. A verdade é que Bolsonaro não passa de um capacho da cúpula militar que, por sua vez, atua como uma filial dos interesses dos norte-americanos no Brasil. Agora, na reta final da campanha, os patrões de Bolsonaro impõem que ele assuma um compromisso cada vez mais estreitos com um programa neoliberal para encher os bolsos dos banqueiros e da burguesia.

O que fica claro é que Bolsonaro se transformou completamente no candidato oficial do Golpe de Estado nessas eleições e não fará nada além de levar adiante a mesma agenda do golpista Michel Temer. É preciso deixar claro que nem Bolsonaro nem os militares que controlam a sua candidatura possuem qualquer vinculo com algo que chegue sequer perto de nacionalismo. Bolsonaro e os militares são todos eles serviçais do imperialismo e da burguesia e portanto são inimigos do povo brasileiro e dos interesses nacionais.