Militares nas ruas
Enquanto o governo Bolsonaro continuar no poder ele representará um perigo para os trabalhadores e para organizações operárias e populares
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Brasilia DF 07 11 2019 O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta turistas na saída do Alvorada Foto Antonio Cruz/Agencia Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil |

O golpista Jair Bolsonaro, colocado no governo pela fraude eleitoral de 2018, continua seu percurso rumo a um governo mais autoritário. Enquanto diz absurdos que causam grande alarde na imprensa burguesa e nas redes sociais, Bolsonaro também trata de tomar medidas práticas na progressiva constituição de uma ditadura no Brasil. É o caso do estudo que Bolsonaro pediu ao Ministério da Defesa sobre a possibilidade da adoção do excludente de ilicitude em operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), conforme informou o porta-voz da Presidência na quarta-feira (6).

 

Militares nas ruas

As operações de GLO foram adotadas em diversas ocasiões por Michel Temer, no governo golpista anterior, colocando os militares nas ruas e preparando um golpe militar gradual, em uma manobra que continua em curso até agora. As GLO foram utilizadas, por exemplo, para conter uma suposta onda de violência em Natal e no Rio de Janeiro, além de conter a greve dos caminhoneiros. Bolsonaro também já acionou esse mecanismo, em uma operação aparentemente mais inofensiva, durante os incêndios na Amazônia.

Sob o pretexto de colocar os militares nas ruas para fazer operações de tipo policial, a direita golpista foi realizando seu plano de ampliar a participação dos militares na política nacional.

 

Excludente de ilicitude

O chamado “excludente de ilicitude” que Bolsonaro está querendo para os militares em operações como essa consiste em aliviar a pena ou mesmo excluí-la em casos de assassinato dos agentes participantes dessas operações. Da mesma forma que propõe o ministro da Justiça, o golpista Sérgio Moro, em seu “pacote anti-crime”. Trata-se de uma permissão para matar. No caso do estudo encomendado por Bolsonaro, seria dar permissão para matar para os militares. Ou seja, aos poucos, e de forma discreta, a direita golpista está preparando, inclusive de um ponto de vista jurídico, os mecanismos para sustentarem um regime ditatorial e autoritário para esmagar os trabalhadores e suas organizações.

 

É preciso impedir o governo

Enquanto o governo Bolsonaro continuar no poder ele representará um perigo para os trabalhadores e para organizações operárias e populares. Todo o aparato repressivo que está sendo preparado, com medidas como aplicar o excludente de ilicitude em operações de GLO, com o exército nas ruas, tem como finalidade em primeiro lugar combater o povo organizado politicamente.

O conflito entre o governo Bolsonaro e a população é inevitável, diante das medidas neoliberais da direita contra a população. Para a direita golpista, a solução que está sendo explicitamente apresentada é esmagar os trabalhadores com uma política repressiva. É preciso evitar esse desfecho e mobilizar os trabalhadores contra o governo golpista, com uma política clara de reivindicar o fim desse governo. É hora de levantar na ruas o Fora Bolsonaro! Antes que seja tarde.

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