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O governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, por meio do porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros, anunciou hoje (19) que organizará uma força-tarefa em Roraima para enviar uma mentirosa “ajuda humanitária” à fronteira com a Venezuela, nos próximos dias.

A intenção é deixar a “ajuda humanitária” enviada pelos Estados Unidos nas cidades de Boa Vista e de Pacaraima (esta última, fronteiriça com Santa Elena de Uairen, na Venezuela) para que a oposição fascista venezuelana e sua massa de manobra a busque e leve para dentro do país.

Rêgo Barros não deu maiores informações sobre a operação, mas disse que haverá a participação, entre outros, do Ministério da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ambos são chefiados por generais (Fernando Azevedo e Silva e Augusto Heleno, respectivamente).

A decisão foi tomada após reunião na manhã desta terça-feira entre Bolsonaro e os dois generais, além de terem participado também os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ou seja, foram reuniões com dois generais, um marionete de generais (Toffoli, guiado por Ajax Porto Pinheiro), dois membros de um partido de extrema-direita e um olavete lambe-botas de Donald Trump, com um presidente que é representante dos militares.

O golpista venezuelano Juan Guaidó, que se declarou presidente do país sem ter voto algum e sem ser reconhecido por nenhum Poder da Venezuela (tampouco pelo povo) pediu para seus patrões imperialistas dos EUA e fantoches enviarem a “ajuda humanitária” no próximo sábado (23). A ideia é que essa “ajuda humanitária” seja conduzida por comboios organizados pelas Forças Armadas dos EUA a partir da cidade de Cúcuta (Colômbia), Pacaraime e das Antilhas Holandesas (Curaçao, Aruba e Bonaire), no Caribe – cujas fronteiras aéreas e marítimas foram fechadas hoje pelo governo venezuelano.

O governo legítimo de Nicolás Maduro e diversas entidades venezuelanas denunciam que nos contêineres onde seriam lavados os alimentos, estaria comida intoxicada e, mais importante, armas escondidas para serem entregues à direita golpista venezuelana. Rêgo Barros afirmou que a operação está sendo feita “em cooperação com o governo dos EUA”.

É evidente que os Estados Unidos estão por trás dessa operação a partir do Brasil. Na semana passada, o comandante do Comando Sul dos EUA, general Craig Faller, esteve no Brasil se reunindo com o governo ilegítimo de extrema-direita, quando discutiu a questão da invasão da Venezuela.

Trata-se de uma operação de preparação para intervir militarmente na Venezuela, simultaneamente por Roraima, Cúcuta e pelo Caribe (onde fica a capital da Venezuela, Caracas). Bolsonaro quer utilizar as forças brasileiras como carne de canhão do imperialismo, sendo ele um serviçal do governo de Donald Trump e dos grandes monopólios estrangeiros que querem se apoderar do petróleo e das riquezas nacionais venezuelanas.

Bolsonaro, em dezenas de discursos e medidas práticas, já demonstrou que é o maior capacho do imperialismo que o Brasil já teve na Presidência da República. De fato, ele foi imposto pelo imperialismo justamente para desempenhar esse papel. Por isso o imperialismo organizou uma operação política de grandes proporções ao derrubar Dilma Rousseff por um golpe de Estado e prender e deixar inelegível o ex-presidente Lula (que seria eleito se não fosse sua prisão ilegal).

Bolsonaro está aí como o maior inimigo do povo brasileiro. Um criminoso que está entregando o Brasil de bandeja para os grandes capitalistas internacionais e principal articulador da entrega de toda a América Latina ao imperialismo.

Se preciso for, como está sendo demonstrado, o governo golpista, ilegítimo e de extrema-direita de Bolsonaro irá participar de uma guerra de agressão contra um povo irmão, derramando sangue dos brasileiros, para atender somente aos interesses de seus patrões imperialistas.

A classe trabalhadora brasileira deve impedir isso imediatamente. A CUT, o MST, a Frente Brasil Popular e todos os movimentos sociais devem organizar uma ampla mobilização, desde já, para frear essa invasão. É preciso sair às ruas, organizar protestos a nível nacional, iniciar uma mobilização que, partindo da palavra de ordem “Fora o imperialismo da Venezuela” e levando em consideração todos os ataques que o governo dos patrões vem desferindo aos operários (com o começo de paralisações por todo o País), siga pelo caminho de uma greve geral que demonstre a solidariedade dos trabalhadores brasileiros com os trabalhadores venezuelanos e que o povo do Brasil não aceita as imposições de Bolsonaro, mas que quer a sua queda. Deve-se aumentar a campanha e exigir o Fora Bolsonaro!

Não existe mais meio-termo: ou se está do lado do legítimo governo da Venezuela contra a invasão do imperialismo e seus fantoches, ou se está do lado de Donald Trump e de Jair Bolsonaro. A esquerda brasileira deve se expressar publicamente e de maneira prática, participando e organizando o movimento contra a invasão, se não será cúmplice da guerra imperialista que, se levada até as últimas consequências, executará um massacre contra a população venezuelana e deixará inúmeras vítimas brasileiras e sul-americanas, em nome da dominação imperialista.

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