Inspirado em FHC?
Avança a sanha privatista sobre uma das maiores riquezas nacionais. Como nos governos FHC, o BNDES aparece para financiar a venda do patrimônio brasileiro..
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Vice-Presidente, o general Mourão no Fórum Mundial Amazônia +21 em julho/2020. | Foto: Foto: Romério Cunha/VPR.

Enquanto a esquerda brinca de eleições, buscando eleger um punhado de prefeitos e vereadores, o capital avança cada vez mais sobre a maior floresta tropical do mundo. Em entrevista recente ao Estadão, o Diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES, Fábio Almeida Abrahão, revelou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social leva adiante estudos para um modelo de concessão de florestas na Amazônia. Antes de ocupar o cargo atual, Abrahão foi Assessor Especial de Paulo Guedes, no Ministério da Economia.

Em meio ao avanço do agronegócio, dos garimpeiros e das madeireiras, o ilegítimo governo Bolsonaro procura meios para oficializar a entrega dessa floresta que abrange, e alguns se esquecem disso, mais da metade do território nacional.

Sob o pretexto de buscar o desenvolvimento da região, que estaria atrelado magicamente à preservação ambiental, o BNDES está em diálogo aberto com diversos órgãos do sistema financeiro mundial, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Global Infrastructure Hub (uma iniciativa do G-20), ligados diretamente ao imperialismo.

É difícil saber quem estaria mais preocupado com a preservação da Amazônia, o imperialismo ou seu capacho mais engajado, Bolsonaro, que desde a campanha presidencial procura estimular o avanço violento do capital no campo, desmontando progressivamente os instrumentos institucionais de preservação ambiental, como o IBAMA, para impedir a fiscalização dos crimes ambientais. No início do mês, o Ministério do Meio Ambiente chegou a enviar um ofício ao Ministério da Economia pedindo a redução da meta oficial de preservação da Amazônia.

O que não causa espanto em quem acompanhou a maratona privatista de FHC no final dos anos 90, mas certamente torna a empreitada atual ainda mais grotesca, é a utilização do BNDES para financiar a venda desse patrimônio nacional de valor incalculável.

Cabe mencionar que Bolsonaro protagonizou uma cena vergonhosa no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2019, obtendo enorme repercussão recentemente através do documentário alemão “O Fórum”. Interpelado sobre a Floresta Amazônica pelo político estadunidense Al Gore, que tem como uma de suas plataformas políticas a questão ambiental, Bolsonaro declarou que “gostaria muito de explorá-la junto com os Estados Unidos”.

Esse episódio traz a tona que a subserviência do presidente ilegítimo aos EUA não se restringe à figura de Donald Trump, como parte da esquerda parece querer acreditar. Em meio a tantos ataques, o que falta para a esquerda focada na pauta ecológica se engajar na luta pelo Fora Bolsonaro?

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