Bolsonaro quer invadir a Venezuela, enquanto deixa o povo de Roraima passar fome

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O caráter totalmente antipopular do atual governo golpista fica evidente no cinismo e na completa demagogia política adotada por Bolsonaro e sua trupe em relação à Venezuela. Como bons serviçais do imperialismo norte-americano, os bolsonaristas levaram a diante a chamada política de “ajuda humanitária” à Venezuela, na realidade uma verdadeira provocação política com o objetivo de abrir caminho para a intervenção militar no país.

A demagogia da chamada “ajuda humanitária” bolsonarista ficou comprovada quando assistimos à farsesca ajuda enviada pelo governo golpista: duas caminhonetes com somente oito toneladas de produtos. Uma piada total, perto do que o governo venezuelano entrega através dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP) a mais de 6 milhões de famílias a cada mês. Em um único dia, são 4.479 toneladas de 18 produtos da cesta básica ampliada entregue pelos CLAP.

Nesse sentido, a “ajuda humanitária” brasileira é uma encenação para tentar agradar os interesses dos patrões do governo Bolsonaro, ou seja, os norte-americanos. O próprio presidente legítimo da Venezuela, Nícolas Maduro, declarou durante um ato em apoio ao governo no último sábado, dia 23, que não precisa de esmolas do governo brasileiro, que tem condições de comprar todo o tipo de mantimento que o Estado brasileiro quiser vender.

Temos, portanto, um governo farsesco no Brasil que fica brincando de fazer teatro contra os interesses de um outro país, enquanto que a população brasileira se afunda cada vez mais em uma situação de pobreza e miséria. Esta é a situação, por exemplo, da população do Estado de Roraima. Segundo os dados do IBGE de 2018, 36,1% da população deste estado vive em situação de pobreza.  Os dados apontam ainda que 40% dos mais pobres que vivem em Roraima têm uma renda mensal de apenas R$ 290, não muito longe da situação de extrema-pobreza estipulada pelo IBGE, que é a de R$140 como renda mensal.

Os dados referentes à infraestrutura também apontam a falta de investimentos no estado. Em um universo de 1 mil pessoas, 330 não possuem acesso a saneamento básico, ou seja quase 40% da população não tem acesso às condições mínimas dos serviços de água e esgoto. A situação tende a se agravar, não apenas em Roraima, mas em todo o País. Com a aprovação da chamada PEC dos Gastos, a qual colocou fim aos investimentos públicos no país, o nível de miséria do povo tenderá a aumentar ainda mais.

Isso sem falar no aumento do desemprego e da exploração com a reforma trabalhista e a reforma da Previdência. Ou seja, o governo deveria, em primeiro lugar, conceder ajuda humanitária ao seu próprio povo, que a cada dia está voltando para níveis cada vez maiores de miséria. Isso não é feito, pois temos no poder hoje um governo fruto do golpe e da fraude, cuja a única função é atender de maneira integral os interesses dos grandes capitalistas e banqueiros.

É preciso mobilizar, portanto, desde já a população contra o governo Bolsonaro. Denunciar, ao mesmo tempo, o caráter farsesco da “ajuda humanitária” à Venezuela, campanha esta que visa favorecer os interesses norte-americanos na América Latina. Contra Bolsonaro e todo o regime golpista, levantar a palavra de ordem de “Fora Bolsonaro e todos os golpistas!”