A serviço do latifúndio
Camponeses sem terra devem reagir a mais essa ameaça fascista, aumentando o número de ocupações, lutando pelo direito ao armamento e tendo o apoio dos trabalhadores da cidade
©Lindomar Cruz/ABrr4280e5c1ccdbdrBrasília - Militares fazem a segurança do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na abertura da Cúpula América do Sul-Países Árabes. Foto: Lindomar Cruz/ABr rbaixar imagem em alta qualidade
Militares devem ser rechaçados pela mobilização dos sem terra.Foto: Lindomar Cruz/Flickr (CC BY 2.0) |

Da redação – O presidente ilegítimo Jair Bolsonaro anunciou hoje (25) que vai editar um projeto de lei estabelecendo a possibilidade de empregar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para desocupar terras de latifundiários, ameaçando assim enviar militares para massacrarem os camponeses sem terra.

A decisão de Bolsonaro foi justificada pela desculpa de que os governadores não estariam agindo para pedir a atuação das forças armadas através da GLO contra ocupações. Assim, Bolsonaro demonstra mais uma vez e claramente que é um capacho dos latifundiários e que quer estabelecer uma ditadura militar não só nas cidades, mas também no campo.

“Quando marginais invadem propriedades rurais, e o juiz determina a reintegração de posse, como é quase como regra que governadores protelam, poderia, pelo nosso projeto, ter uma GLO do campo para chegar e tirar o cara”, afirmou.

Além disso, como era típico durante a ditadura militar, Bolsonaro quer passar por cima dos direitos dos estados e realizar uma intervenção do poder executivo federal.

Mas o mais perigoso é o uso do exército contra os sem terra. O presidente ilegítimo, assim, quer promover uma chacina no campo. Os movimentos de luta pela terra, como o MST e a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) devem, para combater a reação fascista, aumentar o número de ocupações de terra.

Devem, além disso, lutar pelo direito ao armamento da população, uma vez que os sem terra são um dos setores mais oprimidos e vulneráveis, que já sofrem com a brutal violência dos latifundiários armados, e que podem agora ser vítima da repressão militar. Também devem ter a total solidariedade e apoio prático das organizações dos trabalhadores das cidades e da esquerda no geral para que construam comitês de autodefesa e se unam ao movimento de luta contra o golpe e a direita e pelo Fora Bolsonaro.

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