Ataque a Cultura
A participação da atriz Regina Duarte no governo Bolsonaro, foi uma rápida passagem na Secretária Especial de Cultura, aprofundando esse processo de destruição da cultura nacional
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Foto: Tiago Cabral |

Está em marcha à muito um processo de destruição da pasta de cultura no governo Bolsonaro, que passou de um Ministério da Cultura para uma Secretaria Especial de Cultura subordinada ao Ministério da Cidadania. No final do ano passado em um ato incompleto a Secretaria Especial de Cultura foi transferida ao Ministério do Turismo, ficando na prática dividida entre os dois ministérios. A participação da atriz Regina Duarte no governo Bolsonaro, deu-se através de uma rápida passagem, com duração de pouco mais de dois meses como Secretária Especial de Cultura, aprofundando esse processo de destruição da cultura nacional.

 

A destituição da atriz Regina Duarte, foi costurada pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP) para disfarçar a queda, propondo a atriz para outro front de ataque a cultura brasileira, o fronte de aniquilamento da Cinemateca Brasileira, que é o principal ente de preservação da memória de nosso cinema. Assim como o Museu Nacional e outras entidades da cultura nacional a Cinemateca Brasileira é vítima de um processo de derrota que colocar em cheque suas existência e a preservação de seus acervos.

 

No exercício de 2020 houver cortes da ordem de 14,7%, no orçamento anual da Cinemateca Brasileira, uma redução aproximada de R$ 13 milhões iniciais para R$ 11 milhões. Mas na prática os cortes já existiam e eram muito superiores, no exercício de 2019 o governo só repassou financeiramente 54% do orçado do orçado para o exercício a Cinemateca Brasileira, ou seja R$ 7 milhões dos R$ 13 milhões orçados.

 

Em 2018 a Cinemateca deixou de ser parte da administração direta do governo federal, tendo sua gestão transferida para uma organização social vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), com contrato vigente até 2021. Na realidade não existe no governo o cargo prometido a atriz Regina Duarte, sendo necessários uma intervenção do governo e mudanças na estrutura da Cinemateca Brasileira, estando este ponto como uma clara denúncia do ataque a cultura nacional orquestrado.

 

Não podemos esquecer que novamente em correlato com o Museu Nacional, após o golpe de estado de 2015 a Cinemateca Brasileira sofreu um incêndio destruindo aproximadamente 500 obras de seu acervo. Embora o conteúdo possa ter se preservado em cópias, as matrizes de valor inestimável a cultura brasileira  foram perdidas e não temos a dimensão exata do empobrecimento de nossa cultura, sendo a ameaça de incêndio por falta de manutenção, um risco constante a que está submetido o acervo da Cinemateca Brasileira.

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