Bolsonaro: quem quer fechar o STF merece “psiquiatra”. O filho falou demais…

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Por Fernando Brito, no Tijolaço

Questionado por jornalistas sobre o vídeo onde seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro afirma que “um cabo e um soldado” bastam para fechar o STF, no caso deste timar alguma iniciativa contra sua candidatura, Jair Bolsonaro desconversou, dizendo que desconhece o vídeo – veja aqui – e que “alguém tirou de contexto.” a fala, porque “quem falar de fechamento do Supremo merece psiquiatra”.

Como é o segundo a falar estas barbaridades – esta semana, o General Girão, eleito deputado e membro da cúpula bolsonarista sugeriu “destituir e prender ministros da Suprema Corte” – ao que parece é a trupe inteira de Bolsonaro que merece esta providência, mais grave ainda por que estão a um passo de tomar o poder e com as Forças Armadas a lhes esquentar as costas.

Não adianta mais Bolsonaro dizer que “não sabia” ou que “não autoriza” as afirmações que têm saído do comando de sua campanha, a rigor seu círculo íntimo de filhos, amigos íntimos e seu aparato militar.

Desautorizou Paulo Guedes com a CPMF, mas este continua “dono” da área econômica. Desautorizou o general Mourão e suas críticas ao 13° e a ideia do “autogolpe” de Estado. Agora, diz que o filho, seu principal auxiliar, “merece psiquiatra “.

Bolsonaro, um louco que agrega mas não comanda um grupo de loucos,  está vendo a verdade sobre seu projeto de poder vazar como água por uma peneira e o país só não está mais chocado pela cumplicidade da imprensa e pela covardia das instituições.

Agora mesmo a ministra do STF e presidente do TSE, Rosa Weber, nem sequer criticou o que foi dito no vídeo, limitando-se  a dizer que “o candidato já desautorizou”.

O mínimo que se poderia esperar era uma ação imediata pela cassação de Eduardo Bolsonaro, por quebra de decoro parlamentar e a abertura de processo por violar a lei que define crimes de responsabilidade (Lei 1079/50, Art. 6°, item 6 – “usar de violência ou ameaça, para constranger juiz, ou jurado, a proferir ou deixar de proferir despacho, sentença ou voto, ou a fazer ou deixar de fazer ato do seu ofício”.

Mas todos preferem ficar no pomposo “as instituições estão funcionando”. Estão, até que venham um cabo e um soldado.