Bolsonaro, presidente ilegítimo, não reconhece governo eleito pelo povo na Venezuela

Venezuela's President Nicolas Maduro talks to the media after a meeting for signing an agreement on guarantees for the vote at the CNE headquarters in Caracas

Ocorreu nesta semana mais um encontro do Grupo de Lima, que reúne 14 países, como Paraguai, Argentina, Chile e Brasil. A reunião, ocorrida no Peru, decidiu diversas pautas, boa parte unânimes entre todos os participantes. Uma destas foi a não aceitação da eleição de Nicolás Maduro na Venezuela como ilegítimo. Entre os países presentes apenas o México considera o pleito venezuelano legítimo.

O acordo não era diferente do esperado. A maioria dos países do Grupo de Lima são governados por presidentes ilegítimos, oriundos de uma sequência de golpes, sendo o do Paraguai um dos mais perceptíveis. No Brasil a situação não é diferente, Jair Bolsonaro foi eleito através de uma eleição completamente fraudulenta e controlada pela burguesia. Representando o país estava o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Esse foi o primeiro evento do golpista no novo governo.

Participou da reunião também o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeu, via teleconferência, apesar de não compor o Grupo. O que fica perceptível é que esse acordo nada mais é do que uma tentativa do imperialismo de invadir a Venezuela, através de mais um golpe, derrubando o Chavismo. É, concomitante, uma iniciativa para acabar com as crescentes mobilizações populares locais, bem como roubar todos os recursos naturais do país, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo.