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Bolsonaro prepara um banho de sangue contra trabalhadores desarmados
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Bolsonaro prepara um banho de sangue contra trabalhadores desarmados
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Na última quarta-feira (21), a Câmara dos Deputados aprovou a extensão da posse de arma por parte dos latifundiários para a área total de sua propriedade, permitindo, portanto, a ampliação da área de armamento.

A proposta foi aprovada por 320 votos a favor, sendo apenas 61 contra, demonstrando a força da chamada “bancada ruralista” na Casa. A matéria já havia passado pelo Senado e agora vai à sanção do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, que, sendo um capacho dos latifundiários, certamente irá sancionar a proposta.

Ela já era defendida por Bolsonaro e a extrema-direita. Na sua campanha presidencial, o líder fascista propôs em diversas vezes o aumento da repressão no campo, tanto por parte das forças legais do Estado, como polícia e exército, o endurecimento das leis contra a reforma agrária, quanto pelos próprios latifundiários e seus agentes, como jagunços e parapoliciais e paramilitares.

A medida demagógica de ampliar a posse e o porte de armas, que causou tanta polêmica mesmo no meio da própria direita, já visava favorecer grupos como os dos grandes fazendeiros.

Além disso, diversos membros do governo Bolsonaro são latifundiários, a maioria fascistas, que estão por trás da execução desse tipo de medida.

Bolsonaro também, ainda na campanha eleitoral, afirmou que, em seu governo, os sem terra seriam considerados terroristas. De fato, ele vem trabalhando para colocar o MST na ilegalidade, bem como outros movimentos de luta por moradia e de esquerda em geral, como o próprio PT.

Desde o começo do ano, o número de ocupações de terra simplesmente zerou, devido ao aumento exponencial da violência por parte dos latifundiários e do próprio Estado contra os sem terra e demais grupos que lutam para viver e trabalhar no campo, como assentados, quilombolas e indígenas.

Todas essas ações do governo Bolsonaro e do regime em geral – como a proposta aprovada na Câmara – revelam mais uma vez o cerco da direita contra a esquerda e o movimento popular, particularmente os sem terra, que sempre foram dos segmentos sociais mais vulneráveis. Os trabalhadores rurais estão fora de qualquer tipo de proteção do Estado: pelo contrário, o Estado os esmaga com uma brutalidade cada vez maior.

A aprovação na Câmara do privilégio de maior armamento dos latifundiários evidencia também que todas as instituições estão totalmente alinhadas a Bolsonaro quando se trata de combater a população.

Ao estabelecer uma caçada no campo, colocando ainda menos restrições para os latifundiários utilizarem armas, e oficializando a total proteção do Estado à propriedade privada rural, contra o direito dos trabalhadores de terem uma terra para trabalhar e viver, Bolsonaro prepara um verdadeiro banho de sangue contra os campesinos.

A única solução para evitar esse extermínio é que os trabalhadores sem terra tenham condições iguais para combater os ataques dos latifundiários. Mais do que nunca, o MST e demais movimentos de luta pela terra devem reivindicar a legalização do armamento de toda a população do campo.

No entanto, não devem esperar até que isso ocorra para se defenderem da chacina. É preciso que se unam e organizem comitês de autodefesa no campo, para proteger as ocupações e assentamentos, bem como para preparar novas ocupações de propriedades privadas. Eles devem, para que o movimento tenha um real avanço, receber o total apoio das organizações de trabalhadores da cidade, como a CUT e os partidos de esquerda, porque a união dos operários e dos camponeses é a força maior capaz de garantir os direitos dos trabalhadores sem terra e protegê-los contra os ataques da burguesia, formando um amplo movimento geral de luta contra o golpe e pela derrubada do governo Bolsonaro.

É preciso derrubar Bolsonaro, um governo dos capitalistas e latifundiários, um governo que dá o aval e incentiva o extermínio dos sem terra, um governo que já está instaurando o fascismo no campo, que busca destruir todas as organizações populares. Somente a contra-ofensiva organizada e com ações concretas pode garantir o direito à reforma agrária, expropriar o latifúndio e colocar para fora os parasitas da terra do poder, colocando em seu lugar um governo democrático escolhido pelas entidades da classe trabalhadora. Sendo assim, as palavras de ordem que resumem essa necessidade são: Fora Bolsonaro! Liberdade para Lula (símbolo da perseguição à esquerda)! Eleições gerais, já!

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