Siga o DCO nas redes sociais

Repressão
Bolsonaro prende de maneira arbitrária brigadistas no Pará
Desde a posse do presidente fascista, as invasões de reservas indígenas e quilombolas, as queimadas e assassinatos de sem-terra é a regra
Incêndio-em-Alter-do-Chão-Foto-Brigada-De-Alter-1
Repressão
Bolsonaro prende de maneira arbitrária brigadistas no Pará
Desde a posse do presidente fascista, as invasões de reservas indígenas e quilombolas, as queimadas e assassinatos de sem-terra é a regra
Registro de uma queimada.
Incêndio-em-Alter-do-Chão-Foto-Brigada-De-Alter-1
Registro de uma queimada.

Nesta quarta-feira (27), a Polícia Civil do Estado do Pará prendeu quatro pessoas da brigada Alter do Chão e invadiu a sede da ONG (Organização Não-Governamental) Saúde e Alegria. Caetano Scannavino, coordenador da ONG afirma que a polícia ainda invadiu a sede da ONG com metralhadoras, de forma violenta e sem esclarecer qual era a acusação que fundamentaria a ação policial e apreendeu computadores e documentos sem decisão judicial.

A ONG Saúde e Alegria afirma não saber qual a acusação contra ela. A Associação Iwipuragã do povo Borari de Alter do Chão, instituição ligada aos povos indígenas, soltou uma nota de repúdio à ação policial.

A ação da polícia, dirigida pela extrema-direita bolsonarista, é uma clara tentativa de intimidar a brigada de incêndio Alter do Chão, que combateu os incêndios no Pará causados pelos latifundiários, que tocaram fogo na floresta apoiados expressamente pelo presidente Jair Bolsonaro.

Desde a posse do presidente fascista, as invasões de reservas indígenas e quilombolas, as queimadas provocadas pelos latifundiários e os assassinatos de dirigentes do MST tem acontecido sistematicamente. Bolsonaro garante absoluta impunidade para quem queimar, invadir terras e assassinar trabalhadores, suas famílias e dirigentes do MST no campo.

A prisão dos membros da brigada Alter do Chão é uma tentativa de esconder os verdadeiros culpados pelo avanço da devastação ambiental no país, que são os latifundiários aliados do governo Bolsonaro. O próprio já admitiu, em evento para empresários na Ásia, que incentivou as queimadas na Amazônia.