Fome e miséria
somente a mobilização dos trabalhadores e da população explorada, com a retirada de Bolsonaro do governo é que haverá condições de mínimas de vida no Brasil
fila de desempregados em São Paulo - Amanda Perobelli - Reuters
Fila de desempregados | Foto: Reprodução
fila de desempregados em São Paulo - Amanda Perobelli - Reuters
Fila de desempregados | Foto: Reprodução

O governo golpista do fascista Bolsonaro, não contente com a hecatombe da crise da saúde no país, onde o número de contaminados oficiais se aproxima de 10 milhões e mais perto de 230 mil, já no final do ano de 2020 fez a opção de elevar o número de mortos no país.

Além do descaso completo para com o conjunto dos trabalhadores e da população operária, mas também com o montante extraordinário de mais de 15 milhões de desempregados, desalentados, bem como os subempregados, aos quais, grande parcela não tem qualquer recurso sequer para se alimentar, o governo ilegítimo que vinha distribuindo uma esmola de R$ 300,00 a essas pessoas no final do ano, que nem de longe supria qualquer necessidade mínima sobre esse problema premente, foi totalmente retirado pelo Bolsonaro.

No entanto, diante de tamanha necessidade que poderá elevar a extremos o astronômico número de óbitos, principalmente da população que mais sente essa necessidade, ou seja, os desempregados, desalentados, subempregados, enfim… a discussão desses fascistas que ofertaram trilhões aos capitalistas, banqueiros, etc., passam longe de contribuir para que tamanha hecatombe e o número de mortos diminua.

A própria imprensa venal, como o Valor Econômico de quarta-feira (27) diz textualmente que a “equipe econômica” não quer, diga-se: que a trupe do governo fascista de Bolsonaro, seguindo ipsis litteres sua política, como o Chicago Boy, banqueiro e ministro da economia Paulo Guedes, conforme é apresentado no artigo, já tem planos prontos para acionar caso não consiga bloquear a pressão política por um novo auxílio emergencial ou se a situação da pandemia se agravar ainda mais.

Em outras palavras, com relação à situação vier a se agravar ainda mais, podemos dizer que o governo ilegítimo vai fazer de tudo e mais um pouco para manipular muito mais os dados em 2021. Desta forma, os números de 56 milhões afirmado pelo governo, apresentados em 2020 que ficavam muito aquém da realidade, serão reduzidos drasticamente e seu valor totalmente insignificante, ou seja, R$ 200,00.

“É um erro renovar o auxílio”, disse uma fonte. “A medida vai deteriorar-se como expectativas do mercado em torno da sustentabilidade das contas públicas e prejudicar a população mais carente, com o impacto que tem na inflação”. (Valor Econômico – 27/01/2021)

O Bolsonaro, capacho do imperialismo já anunciou que para a população pobre não haverá dinheiro, ao se manifestar sobre o compromisso com o teto de gastos e justificando que a situação fiscal do país não abre espaço para adotar o benefício sem que outras despesas sejam cortadas, ou seja, já está definido para o assassino do povo, que está disposto a dizimar milhões da população e já vem fazendo isso com o aumento do desemprego aumenta rapidamente e empresas fogem do país, como aconteceu recentemente com a Mercedes-Benz e a Ford, Yoki, Arteb, etc., que fecharam suas fábricas e colocaram milhares de trabalhadores no olho da rua.

O desespero dos trabalhadores que perderam seus empregos ainda não se transformou em ação política, já que não é sempre automática a transformação de uma situação de miséria, fome, desespero e medo em uma ação política de revolta e de tomada de posição independente e transformadora. Para que isso ocorra, é necessário que as direções dos movimentos e sindicatos se coloquem em movimento e mobilizem os trabalhadores. É preciso que os sindicatos abram as portas e voltem às atividades novamente, saiam da política de “férias” adotada durante a pandemia. Caso contrário, a direita irá continuar fazendo seus ataques sem nenhuma reação.

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