Bolsonaro é “legítimo”: para Boulos não houve golpe de Estado, nem fraude eleitoral

Presidential candidates (L-R) Ciro Gomes, Guilherme Boulos and Geraldo Alckmin are pictured ahead of a televised debate in Rio de Janeiro

Guilherme Boulos (PSOL) dá mais uma declaração complacente com a extrema-direita que tomou conta do Estado. Pelo Twitter, o candidato volta a reconhecer a legitimidade do governo Bolsonaro. Em seu argumento, a Frente Democrática que está sendo articulada entre setores do PSOL, PCdoB, PDT, PT entre outros, aceita que a eleição foi “de fato” democrática.

Este é o tipo de direcionamento capitulador, que empurra partidos da esquerda cada vez mais para a direita. Boulos aceita bancar o bom-moço junto aos golpistas, reduzindo-se a discursos – e discursos não fazem a extrema-direita recuar.

Com esta posição, Boulos não estimula a base popular e, ainda por cima, faz crer que é democrático aceitar no poder grupos que não apenas rotulam toda a esquerda de “terrorista” como prendem injustamente e matam militantes.

Esta frente tem dado vários indícios de seu objetivo desmobilizador. Aqui e ali, lideranças direcionam seus partidos a posições capituladoras, esvaziando o quanto podem a luta pela liberdade de Lula, a oposição combativa contra a extrema-direita nas ruas e a derrubada de Bolsonaro e dos golpistas.

Sem posições que impulsionem o povo insatisfeito à luta, restará a estes setores da esquerda pequeno-burguesa se tornarem legendas de aluguel e penduricalhos da direita. A base não pode se enganar nem embarcar nessa canoa furada. É preciso formar uma frente de combate realmente organizada pelos trabalhadores, que seja independente da burguesia.