Bolsonaro, o espantalho ideal para a imprensa burguesa fazer campanha contra o armamento

COMISSAO GERAL

A burguesia não dá ponto sem nó. É pratica corriqueira da sua política se utilizar dos seus meios de comunicação para valorizar determinados politicos com o objetivo de impulsionar campanhas da direita contra a esquerda e, na medida que essa papel seja cumprido, transformam em espantalhos os politicos “bucha de canhão” na perspectiva de retornar para o primeiro plano seus verdadeiros representantes.

Em épocas de golpes, então, a prática se transforma em moeda corrente. Apenas para citar alguns casos, tivemos o candidato à presidência em 2014, Aécio Neves, o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo do Cunha no primeiro grande ato do golpe com o impeachement da presidenta Dilma, nesse mesmo período, os besta-feras do MBL e os coxinhas idiotizados da classe média tacanha e ainda o falastrão deputado federal Jair Bolsonaro.

Um a um esses setores ou politicos foram sendo colocados de lado, alguns aparentemente de forma definitiva e outros apenas devolvidos aos seus canis para um eventual utilização posterior.

A bola da vez é agora o presidenciável ultra reacionário Jair Bolsonaro. Bolsonaro, um dos cachorros loucos impulsionados pelos “donos do golpe”, mas que agora reluta em voltar para o canil, se transformou em um obstáculo para o crescimento do verdadeiro representante dos golpistas nas eleições, Geraldo Alckmin, do PSDB.

Um dos eixos da campanha dos “donos do golpe” reside na pretensa defesa que Bolsonaro faz em defesa do armamento da população.

Para lá do fato de que não é verdade que o atual deputado defenda o armamento da população, mas sim que “os homens de bem”, assim como ele, a classe média direitista coxinha brasileira, tenham direito de se armar contra a população pobre, o que os golpistas buscam é se utilizar do espantalho do armamento da população para intensificar a campanha pelo desarmamento e deixar para o aparelho estatal o caminho aberto para a repressão do ascenso das massas que se avizinha no horizonte.