Como enganar a esquerda?
A reeleição de Bolsonaro em todos os cenários das pesquisas eleitorais de institutos da burguesia busca colocar a esquerda a reboque da direita golpista
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Bolsonaro durante as eleições de 2018 | Mauro Pimentel/AFP

Pesquisas recentes divulgadas pelo Poder Data e pela Paraná Pesquisas, trazem um resultado peculiar: se as eleições de 2022 fossem hoje, Bolsonaro seria reeleito em todos os cenários.

Em primeiro lugar, é preciso considerar que esses institutos de pesquisa eleitoral são burgueses. Logo, os resultados das suas pesquisas não são a expressão da realidade, mas sim um recorte dela, interpretado e divulgado com base nos interesses da classe que os possui, ou seja, a burguesia.

Bolsonaro, o genocida, é o candidato preferido do “povo”?

Isso fica escancarado na conclusão das pesquisas do Poder Data e da Paraná Pesquisas, em que Bolsonaro, se as eleições fossem neste momento, seria reeleito em todos os cenários. Logo, segundo essas empresas de pesquisa, Bolsonaro, que neste momento é responsável por mais de 100 mil mortos, um verdadeiro genocida, seria o candidato mais popular do País.

É uma piada!

A campanha pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, em todas suas atividades de rua que os militantes do Partido da Causa Operária (PCO) e dos Comitês de Luta realizam junto aos trabalhadores – nos terminais de transporte coletivo, nos locais de trabalho e nos bairros das principais capitais do país e no interior – mostram que o presidente fascista Jair Bolsonaro é a figura mais odiada do Brasil neste momento.

O “Fora Bolsonaro” ecoa nos mais diversos locais, dentro e fora do Brasil. A campanha se desenvolve a passos lentos devido a falta de apoio das direções da esquerda, que capitulam diante da frente ampla, não por falta de apoio dos trabalhadores. É justamente por este fato que a burguesia utiliza Bolsonaro como um espantalho, para empurrar essas direções da esquerda para a aliança com setores golpistas, ao invés de investirem na mobilização popular, que é a única forma de derrubar o governo.

Fraude eleitoral 2.0: porque Lula não aparece nas pesquisas?

Para entender isso, basta observar o método empregado nas pesquisas. A começar pela coleta de dados, nenhuma das pesquisas coloca o principal político do País, o ex-presidente Lula, como uma opção para as pessoas que foram entrevistadas. De forma que a própria lista de opções fornecida já é uma delimitação do resultado da pesquisa. A começar por aí, ambas as pesquisas são uma fraude.

É a mesma política que a burguesia adotou em 2018. Enquanto os institutos de pesquisa excluíam Lula das pesquisas, o Judiciário cassava seus direitos, resultando na exclusão do candidato do povo das eleições. Agora, com vistas a 2022, a burguesia adota a mesma política.

Portanto, a burguesia, que deu o golpe de Estado de 2016, derrubando Dilma, condenando, prendendo e cassando Lula, tal como elegendo Bolsonaro, procura utilizá-lo novamente a serviço da sua política. É a “ameaça do fascismo”, que a esquerda, segundo a burguesia, só poderia derrotar através de uma frente ampla com aqueles que colocaram o fascismo no poder e fazer uma grande aliança, com o PSDB, com tudo, para derrotar o bolsonarismo em 2022.

Obviamente que não passa de mais uma manobra dos golpistas para imobilizar a esquerda diante da crise total do regime e colocar as lideranças dos trabalhadores a reboque da direita tradicional, principal responsável pelo genocídio que neste momento o governo Bolsonaro impõe sobre o povo.

Essas pesquisas, portanto, são parte da enorme campanha da imprensa burguesa e seus institutos, para criar um clima de desespero na esquerda, para que ela atue com base no medo e não nos elementos concretos da situação política.

Contra essa confusão, é preciso se basear nos elementos concretos da situação: Bolsonaro é um governo majoritariamente repudiado, a burguesia não permite sua derrubada porque causaria uma crise ainda maior no regime; a política dela segue sendo a de “colocar Bolsonaro na linha” e trabalhar alternativas para sua sucessão em 2022 por um candidato de direita.

Por isso, nenhuma crença nessas pesquisas e nenhuma aliança com a frente ampla! É preciso ampliar a campanha pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas nas ruas e evidenciar toda sua fragilidade até a sua derrubada.

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