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Diretamente da idade média
Bolsonaro nomeia olavete monarquista para a Biblioteca Nacional
Ao nomear mais um Olavista para as Pastas ligada à secretaria de cultura, vai se formando um time fundamentalista digno da idade média para controlar a produção cultural no Brasil
mantovani 3
Diretamente da idade média
Bolsonaro nomeia olavete monarquista para a Biblioteca Nacional
Ao nomear mais um Olavista para as Pastas ligada à secretaria de cultura, vai se formando um time fundamentalista digno da idade média para controlar a produção cultural no Brasil
Maestro Mantovani e Bolsonaro
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Maestro Mantovani e Bolsonaro

E a tentativa de controle cultural segue em frente. Demonstrando a intenção de destruir o patrimônio cultural no Brasil, Jair Bolsonaro, aquele que ostenta a faixa presidencial em virtude do impedimento fraudulento de Lula participar da eleição, nomeou nesta segunda feira, dia 02 de dezembro, dois novos diretores seguidores de Olavo de Carvalho. Para o importante órgão de fomento à cultura, a FUNARTE, o escolhido para a pasta é Rafael Alves da Silva, conhecido como Rafael Nogueira e para a Fundação Biblioteca Nacional, Dante Mantovani.

O maestro Dante Mantovani, Olavista, divulgador da música gregoriana em Latim para crianças, entre suas atividades culturais está a de palestrante na academia militar de agulhas negras, que formou a atual geração de General golpistas.

A nomeação de pessoas alinhadas ideologicamente para cargos no governo é prática corriqueira, porém o que chama a atenção é a intencionalidade destas nomeações, as quais fazem parte de uma intervenção de grande porte em áreas estratégicas para o fomento das artes e da cultura nacional.

Mantovani substitui uma funcionária de carreira: Helena Severo, que ficou sabendo de sua substituição através da imprensa. Se retomarmos ao fato de que todas as nomeações vem como decorrência da escolha de Roberto Alvim para secretário de cultura, cineasta empenhado em uma cruzada fundamentalista conservadora que intervenha nos caminhos da arte nacional, fica evidente a importância estratégica do controle ideológico da produção cultural.

Primeiro o rebaixamento do ministério da cultura para uma simples secretaria, significando além do menor status, menor aporte de recursos. Posteriormente a escolha de Alvim para secretário após inúmeras polêmicas, sendo a quarta nomeação para o cargo. Importante lembrar que a Secretaria da cultura controla o fomento às artes através da Lei Rouanet e a seleção de um time de Olavetes, colocando no horizonte a total destruição do patrimônio e produção cultural brasileiro. Cabe lembrar aqui, que Alvim criticou Fernanda Montenegro por seu protesto ao cerceamento à liberdade de expressão, demostrando seu caráter reacionário.

Seguindo coerentemente com seu propósito destruidor, iniciou a troca das chefias de todas as demais pastas ligadas à secretaria de cultura. Catandrelli, na Secretaria de Fomento e incentivo à cultura, aquele que declara que a cultura limita-se à musica clássica; Sérgio Camargo na fundação Palmares, aquele que nega a história escravagista no Brasil, afirmando que a escravidão foi benéfica ao povo negro; e agora Nogueira e Mantovani que dentre suas pérolas, falando sobre o rock and roll, diz que o gênero “ativa as drogas, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto”, nos indica o caminho que devemos seguir.

A composição destas secretarias e pastas nos mostra a importância da secretaria da cultura no governo usurpador para a consolidação da hegemonia cultural e controle ideológico. Pessoas empenhadas em resgatar valores considerados antes enterrados, defensoras escancaradas do policiamento da produção artística, norteadas por ideias de cerceamento intelectual e artístico tem muito a dizer sobre a necessidade de lutar pela liberdade e incentivo à produção artístico-cultural o que certamente não acontecerá sem a derrubada do governo Bolsonaro.