Bolsonaro não quer ter que ler muito

palma

Da Redação – A inaptidão do novo governador geral da colônia – sobre quase tudo que não seja bater continência para qualquer pessoa ou símbolo estadunidense que veja pela frente – já é pública e notória. A capacidade de articulação verbal dele vai pouco além de “tá oquei” e “isso daí”.

Você deve se lembrar que ele precisava escrever “Lula” na palma da mão esquerda – se é que não foi um assessor que escreveu para ele – para lembrar o que falar nos debates para o primeiro turno da “eleição”, transmitidos pela televisão.

Já para os debates marcados antes do segundo turno, fugiu. Alegou dificuldades de saúde que não se manifestaram para a atividade de levantar a taça do Palmeiras ou fazer flexões com oficiais da Polícia Federal. Daí se percebe que as dificuldades de saúde dele não são de ordem física.

Pois agora, que todo esse talento mental está prestes a assumir oficialmente (extra-oficialmente, o Temer voltou a ser decorativo há meses) o governo pós golpe de ocupação, desconstrução e anexação, já baixou uma ordem para simplificar a comunicação no Palácio do Planalto ao seu nível intelectual e cultural. Também por isso, possivelmente, ele tenha escolhido ministros que não fiquem aquém da sua caricatura.

A ordem no governo Bolsonaro é abolir os longos relatórios e criar tabelas com metas numéricas que ficarão reunidas numa espécie de “war room” no Palácio. Gustavo Bebianno será o responsável por coordenar a iniciativa. E, talvez, escrever uns tópicos na palma da mão do capitão América, para ele balbuciar diante de câmeras e microfones que, eventualmente, interpuserem a sua marcha.