Armamento
O armamento, defendido por Bolsonaro, é dos setores golpistas, da extrema-direita, do fascismo
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Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, na reunião divulgada pela imprensa. |

Na última sexta-feira (22), veio a público a gravação de uma reunião do presidente golpista Jair Bolsonaro com seus ministros, em Brasília (DF). Várias declarações foram destacadas pela imprensa burguesa, mas, uma, em especial, precisa ser debatida, que é a questão do “armamento da população” supostamente defendido por Bolsonaro. 

Bolsonaro disse que, para impedir uma ditadura no país, o povo precisa se armar: “eu quero todo mundo armado. Que o povo armado jamais será escravizado”. Disse, ainda: “Por isso que eu quero, ministro da Justiça e ministro da Defesa, que o povo se arme! Que é a garantia que não vai um filho da puta aparecer pra impor uma ditadura aqui! Que é fácil impor uma ditadura! Facílimo! Um bosta de um prefeito faz uma bosta de um decreto, algema, e deixa todo mundo dentro de casa. Se estivesse armado, ia para a rua”, disse o presidente golpista.

Bolsonaro não quer que o povo se arme. Ele quer que a direita que o apoio se arme. Que a burguesia que lhe apoiou esteja ela, toda, armada. Que os latifundiários sejam, ainda mais, armados. É um apelo para que o setor dele, dos fascistas, estejam armados, para levar adiante os interesses deles, ou seja, uma ditadura fascista dos que deram o golpe de Estado e seus apoiadores.

Não é que o trabalhador vai ser armar, pelo contrário, não é essa a política de Bolsonaro. A política dele é que os fascistas estejam armados para impor a vontade deles contra os interesses do povo, do trabalhador, do negro. 

É falso esse debate do armamento do povo, apresentado por Bolsonaro. Ele, tal como Witzel (RJ) e outros, defende que os empresários, os fascistas, estejam, todos, armados contra o povo. Que estejam, acima, inclusive, dos órgãos oficiais de repressão, ou seja, milícias e agrupamentos abertamente fascistas. 

É isso que quis dizer Bolsonaro, nesta reunião. Para se ter uma ideia, a Associação Nacional de Rifles (ANR), dos Estados Unidos, sempre defendeu a segunda emenda da Constituição. O texto legal afirma que “o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido”.

Ocorre que quando os Panteras Negras, organização do movimento negro norte-americano, reivindicou o direito ao uso de armas, a ANR se colocou abertamente contra e fez o possível para impedir que o negro se armasse nos EUA, porque, efetivamente, não querem o povo armado, querem os ricos armados, a direita, armada, não o povo trabalhador, menos ainda, o negro. Essa é a posição de Bolsonaro. Essa é, na verdade, a ditadura defendida pelo presidente, “eleito” com base em uma das maiores fraudes eleitorais de todos os tempos, a eleição de 2018, resultado do golpe de 2016.

Na verdade, se o povo trabalhador estivesse armado, Bolsonaro e sua trupe não teriam assumido o poder. Na verdade, nem mesmo Dilma Rousseff teria sido deposta por um Congresso de bandoleiros. 

O povo trabalhador armado é a única garantia dos direitos democráticos. A luta pelo direito ao armamento do povo é, justamente, para combater os fascistas, que, em muitos casos, já estão armados. É para fazer frente aos ataques da PM assassinar, e reagir à altura a qualquer ameaça vinda da direita oficial ou extraoficial.

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