Acordo para matar milhares
Após o MEC recuar com a portaria que impunha o retorno presencial do ensino superior em janeiro, ministro chama os reitores e diretores para discutirem sobre como será a matança
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Milton Ribeiro, atual ministro da educação e amiguinho da burocracia do ensino superior | Foto: Reprodução

A burguesia segue desesperada para voltar com às aulas presenciais em “todos os níveis”, como bem colocou Bolsonaro. Agora, uma vez que já avançou contra o ensino infantil, básico e fundamental, torce o rabo para combater a greve e a comunidade acadêmica e impor o retorno no ensino superior. Como sempre, utiliza-se da tática tradicional da aeronáutica, soltando um balão de ensaio para avaliar a melhor forma de destinar a morte de milhares de estudantes, professores, técnicos e familiares.

 

Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou uma portaria, no dia 02 de dezembro, que força o retorno do ensino presencial nas instituições de ensino superior a partir de 4 de janeiro de 2021. Tal medida, como era de se esperar, foi amplamente repudiada, e imediatamente, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, organizou uma reunião com reitores, diretores e representantes da burocracia universitária para encaminhar a questão. A reunião foi realizada nesta sexta-feira, dia 04, e de acordo com a nota lançada pelo MEC;

 

“A maioria dos representantes das entidades se mostraram favoráveis à necessidade do retorno das aulas presenciais na maior brevidade possível, obviamente respeitando os protocolos de segurança, a autonomia já prevista às instituições de ensino superior e as particularidades de caráter local e regional.”

 

Ao que tudo indica, a cúpula vampírica também não rejeitou as intenções escancaradamente genocidas do Ministério golpista, como consta na nota: “Não houve rejeição à natureza da portaria.”. Entre as colocações, ao invés de um ferrenho embate político contra os bolsonaristas, mais parece, que foi realizada uma reunião de antigos amigos do colegial. 

 

Edward Madureira, presidente da Andifes, entidade que representa os reitores das universidades federais, insistiu para a prorrogação das aulas remotas, elas permitiriam que as universidades adequassem melhor seus calendários e matassem menos estudantes com a reabertura das salas de aula. Por isso, enfatizou que o Ministério deve rapidamente homologar a portaria 15, que flexibiliza a continuidade da farsa do ensino à distância até 2021. Ora, mas é claro que o grande problema da volta às aulas não é a falta de uma vacinação massiva e a política criminosa promovida pelo governo Bolsonaro, e sim, a falta de recursos necessários para garantir a segurança e o trânsito pleno de alunos durante a pandemia.

 

“Todos nós somos unânimes em dizer que queremos voltar às aulas presenciais, desde que garantida a segurança”, afirmou. “Mas existem questões: não posso colocar 40 alunos dentro de uma sala de aula, precisa ser 15 (cerca de 30%). Isso vai triplicar os custos com professores, limpeza” como disse Madureira.

 

Já Celso Niskier, secretário executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, também ressalta o entrave financeiro como maior problema para o retorno É importante esclarecer que para a educação estão planejados cortes bilionários para 2021, e as escolas, que hoje não possuem nem um banheiro limpo, não serão reestruturadas milagrosamente como discursaram os presentes na reunião. 

 

Além disso, Celso propõe, que na portaria seria acrescentada “maior flexibilidade e autonomia das instituições”. Como também, em conjunto com Jadir José Pela, presidente do Conif, conselho que representa os reitores dos institutos federais de educação profissional e tecnológica, defenderam a homologação citada por Madureira do parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a continuidade do ensino à distância. Como resposta, o ministro prometeu que iria dar uma resposta sobre a portaria e a homologação, agora que já escutou todos os desejos das reitorias e diretorias.

 

Pois bem, muitos desses reitores e representantes foram nomeados pelo próprio Bolsonaro para intervirem nas instituições de ensino e facilitarem sua política de destruição do ensino público e dominação ideológica. Como também, não era de se esperar que a patente mais alta da burocracia universitária fosse tomar uma posição combativa contra o avanço do fascismo e do genocídio nas escolas e universidades. Afinal, todos ali estão sob supervisão e sob o mandato do próprio governo ilegítimo. 

 

Aqui é necessário compreender que o  ensino remoto que vem sendo levado na grande maioria das instituições representadas, não foi nada além de uma grande farsa para impedir a revolta dos estudantes e trabalhadores e fortalecer o sucateamento do ensino. Entretanto, a volta às aulas é uma medida emergencial para salvar os bancos e as empresas mundiais, sua motivação é exclusivamente econômica. Ela é a parte final da reabertura econômica, que representa mais de 1,4% do PIB mundial, como consta em relatório da própria Organização Mundial do Comércio, no trânsito de toda comunidade escolar. Por isso, a pressão para que todas as instituições de ensino retornem é gigantesca não só no Brasil, mas em todo o Mundo.

 

Nenhum grupo de reitores e diretores, muito menos a esquerda pequeno-burguesa do movimento estudantil – que está não só paralisada, mas em decomposição – vai barrar essa iniciativa feroz dos bancos. Colocadas as intenções claras do governo genocida, é urgente que os estudantes, em conjunto com toda a comunidade escolar e acadêmica, se organizem de forma independente dos lacaios da burguesia mundial, representados muito bem por Bolsonaro e todos seus aliados golpistas. 

 

Assim, a juventude do PCO, a Aliança da Juventude Revolucionária, convoca todos os estudantes a mobilizarem uma greve unificada da educação contra a volta às aulas e pela derrubada imediata do governo de Bolsonaro e todos os golpistas.

 

Greve nacional da educação já!

Volta às aulas só com vacina!

Fora Bolsonaro e todos os golpistas e o imperialismo!

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