Crise do golpe
Direita golpista procura contornar a crise de modo que possa continuar atacando os trabalhadores
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Brasilia DF 21 11 2019 O presidente Jair Bolsonaro fala com pessoas na saída do palácio da Alvorada como faz todos os dias. foto Antonio Cruz /agencia Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil |

Mais uma vez a família do golpista ilegítimo Jair Bolsonaro é envolvida no caso da execução da vereadora do Rio Janeiro Marielle Franco, assassinada a tiros ano passado junto com seu motorista, Anderson Gomes. Segundo o jornalista Kennedy Alencar, da rádio CBN, a polícia civil do Rio de Janeiro estaria investigando a hipótese de que Carlos Bolsonaro esteja envolvido no crime. Pouco tempo antes da execução, Carlos Bolsonaro e Marielle Franco brigaram na Câmara, e posteriormente o clima entre os dois era de hostilidade. Outro dado é que Carlos Bolsonaro teria laços de amizade com Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos.

Antes da informação levantada por Kennedy Alencar o próprio Jair Bolsonaro havia aparecido relacionado ao caso, pelo fato de que o porteiro do condomínio em que morava o golpista afirmou que ele teria autorizado o acesso de Élcio Queiroz, participante do crime segundo a polícia, no dia do assassinato. Porém, o depoimento do porteiro mudou esta semana, após a Polícia Federal, comandada pelo ministro da Justiça Sérgio Moro, entrar no caso.

 

Que fazer?

A revelação na imprensa burguesa dessas informações sobre a família Bolsonaro, e o fato de que a polícia segue esse tipo de linha de investigação, deve ser entendida como uma ação política, e não como caso de polícia. Mostra o nível de crise e de contradições internas entre a próprio burguesia que deu o golpe em 2016. O regime político afundou em uma situação de constante agitação desde a derrubada de Dilma Rousseff, e a eleição fajuta e fraudulenta de Bolsonaro não foi capaz de estabilizar a situação. Tudo indica, agora, que a burguesia levanta as ligações dos Bolsonaro com as milícias e com o caso Marielle para controlar Bolsonaro melhor ou simplesmente derrubá-lo.

A esquerda, diante disso, precisa intervir com sua própria política, apresentando sua própria saída da crise política ao país. A direita golpista procura “colocar Bolsonaro na linha” ou substituí-lo segundo sua conveniência. E por isso aparecem as relações da família Bolsonaro com as milícias e o caso Marielle.

Os trabalhadores não podem deixar que os golpistas manobrem mais uma vez para continuar na ofensiva contra a população, atacando organizações populares e operárias e os direitos dos trabalhadores. É preciso mobilizar contra o governo com uma política própria, aproveitando a crise e a tendência à mobilização. Levantando uma palavra de ordem que unifique todas as reivindicações contra o governo: Fora Bolsonaro!

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