Fora Força Nacional
Os próprios fascistas disseram que a Força Nacional veio para ficar na região. Nesse caso é preciso uma grande mobilização dos trabalhadores e de toda a esquerda para expulsa-lá
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Força Nacional MS
Indígenas colocando a Força Nacional para correr em Dourados (MS). | Imagem: reprodução

Neste momento, os assentamentos dos municípios de Prado e Mucuri, localizados no Extremo Sul da Bahia, se encontram sob uma ditadura imposta pelo governo Bolsonaro através do envio das tropas da Força Nacional de Segurança Pública para reprimir os movimentos sociais de luta pela terra e as famílias de trabalhadores que se opõe ao projeto do governo de destruição dos assentamentos da reforma agrária.

Pela primeira vez a Força Nacional foi enviada para combater um movimento social, no caso o MST. Antes havia desculpa de evitar conflitos entre latifundiários e trabalhadores sem terra, indígenas ou quilombolas. Fato que caracteriza uma perseguição política contra um movimento com uma reivindicação de terra diante dos latifundiários que sempre grilaram terras do Estado e dos indígenas. Ou seja, uma ditadura aberta no Extremo Sul da Bahia.

O articulador da intervenção da Força Nacional foi o pistoleiro e latifundiário Luiz Antônio Nabhan Garcia, que através do INCRA, quer atacar o MST e os assentamentos da reforma agrária da região como um projeto piloto para ser aplicado em todo o país.

Caso essa afirmação se confirme, será além de um desastre para a reforma agrária, será uma perseguição sem limites a integrantes de movimentos de luta pela terra, em particular, suas lideranças. Como bons fascistas, o governo Bolsonaro busca aniquilar as organizações de trabalhadores para impor sua política genocida e de destruição de todos os direitos da população pobre e trabalhadora em benefício dos patrões e dos latifundiários.

Nesse momento, há uma enorme rejeição contra os bolsonaristas e a presença da Força Nacional dentro dos assentamentos, fato que está retardando a ação fascista dos bolsonaristas. Mas estão buscando maneiras de entrar nos assentamentos, tirar informações como mapear as famílias e suas lideranças, para após invadir os assentamentos perseguir um a um e colocar sua política genocida em curso.

Nesse sentido é preciso aproveitar essa situação de extrema rejeição e mobilizar os trabalhadores para impedir o acesso da maneira que for necessária a entrada da Força Nacional dentro dos assentamentos, pois vão marcar as pessoas e criar um clima de medo e intimidação para que não haja resistência a política da extrema direita.

O fascismo dá as caras nos assentamentos da região e é preciso denunciar amplamente para as famílias o papel dessa operação de perseguição aos movimentos sociais e a necessidade de expulsar a Força Nacional e de pedir o Fora Bolsonaro.

Uma frente da esquerda para expulsar a Força Nacional

A presença deste aparato repressivo não veio apenas para ficar um mês, como foi estabelecido no Diário Oficial. Essa operação vai durar o tempo que for necessário para a direita realizar seus ataques e reprimir o MST. Está sendo assim contra os indígenas em Mato Grosso do Sul, no Maranhão, além da GLO na região da Amazônia Legal com a presença das Forças Armadas. Todas estão sendo renovadas indefinidamente. Nesta caso pode ocorrer o mesmo.

A Força Nacional é uma organização fascista que deve ser duramente combatida. A presença dos soldados e de seus equipamentos tem uma clara intenção de intimidar e fazer o MST recuar diante do fascismo. Por isso, a criação de uma frente de toda a esquerda, composta de partidos, movimentos de trabalhadores sem terra, indígenas, quilombolas, CUT, sindicatos entre outras, devem realizar uma enorme campanha de denúncias e organizar manifestações e ações contra a presença da Força Nacional.

Trancamento de rodovias, novas ocupações, manifestações em Prado (município onde se localiza a Força Nacional) devem se tornar constantes para forçar a saída da Força Nacional. Esse é o único cenário para que não haja mais repressão e deter o avanço do fascismo na região.

É preciso uma grande mobilização, com deslocamento de militantes e pessoas de outras regiões do país para lutar contra a presença dos fascistas da Força Nacional e conter a destruição dos assentamentos e terras indígenas da região.

É preciso levantar a palavra de ordem Fora Força Nacional e Fora Bolsonaro!

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