Regime ditatorial
Dossiê levantado funcionários da EBC , por sindicatos de radialistas e jornalistas, denuncia 138 interferências em matérias entre 2019 e 2020 .
Revista Veja
Matéria: Presidente da República recebe os novos Embaixadores
Personagem: Jair Bolsonaro, presidente da República
Foto: Cristiano Mariz
Data:04/06/2019
Local: Palácio do Planalto-  Brasília - DF
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil. | Foto: reprodução
Revista Veja
Matéria: Presidente da República recebe os novos Embaixadores
Personagem: Jair Bolsonaro, presidente da República
Foto: Cristiano Mariz
Data:04/06/2019
Local: Palácio do Planalto-  Brasília - DF
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil. | Foto: reprodução

Nesta semana foi divulgado um dossiê que denuncia a manipulação e omissão de notícias por parte da EBC ( Empresa Brasileira de Comunicação) , por parte do governo Bolsonaro.

A EBC foi criada em 2008, durante o segundo mandato do ex-presidente Lula (PT). A empresa é responsável por diversos programas em diferentes plataformas, entre eles TV Brasil, Agência Brasil, Radio Agência Nacional, Rádio Nacional AM do Rio de Janeiro, Rádio Nacional AM de Brasília e Rádio Nacional do Alto Solimões. A EBC também é responsável pela produção do tradicional programa de rádio “A Voz do Brasil”.

A partir do governo Temer , a empresa sofreu intervenção na qual extinto seu caráter independente através da dissolução de seu  conselho curador, composto por representantes da sociedade civil . Este conselho garantia mecanismos de controle social uma vez que a empresa embora seja um braço institucional para difusão de informação, também possui  caráter e função pública que necessita de independência para o jornalismo.

O dossiê levantado pelos próprios funcionários da EBC , por sindicatos de radialistas e jornalistas, denuncia censura à matérias realizadas  e o uso do empresa para propagandear o governo federal de forma manipulativa  de janeiro de 2019 a julho de 2020.

É o segundo dossiê realizado em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) que desta vez relata 138 interferências nas publicações da EBC. Dentre estas estão a censura à cobertura do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, a cobertura à violação de direitos indígenas e a  interdição de fontes como Anistia Internacional e Human Rights Wacth.

O relatório além de expor  a supressão de pautas como desmatamento na Amazônia , as queimadas no pantanal e ainda número de óbitos pela Pandemia de coronavírus, destaca que notícias sobre os ministérios “ideológicos” como  o Ministério da Educação e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, são protegidos e os jornalistas impedidos de fazerem qualquer crítica.

A revelação não é surpresa diante de um governo abertamente ditatorial. A censura à notícia é a marca registrada  de governos antidemocráticos  como forma de controle social e de sustentação política.

No governo de Bolsonaro, herdeiro do golpe de 2016, que cassou o mandato de Dilma Roussef sem provas e na sequência impediu a candidatura de Lula, o cerceamento à liberdade de expressão é algo vital  para sua sustentação.

Um governo artificial, mantido pela burguesia e os militares e fruto de uma fraude eleitoral necessita de censura e ao mesmo tempo propaganda das bravatas Bolsonaristas para que continue a enganar os poucos que ainda apoiam o pior governo de que o povo Brasileiro já teve em sua história.

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