Bolsonaro faz manobra com candidato artificial para ter palanque no Estado de Pernambuco

imagem

Como parte da tentativa de levar sua candidatura em uma legenda de aluguel como o PSL, Jair Bolsonaro conseguiu montar seu acesso a palanque no estado de Pernambuco por meio do pré-candidato ao governo do Estado Coronel Luiz Meira, recém-filiado ao PRP.

Rodada Internacional de Palestras com Rui Costa Pimenta

A pré-candidatura do Coronel Meira foi chancelada pelo que a extrema-direita está chamando de G6 – um grupo de partidos como o PSL, de aluguel, para formar alguma sustentação artificial para Bolsonaro. Entre estes, estão: PSL, PRP, PV, PSDC, PHS e PRTB.

Para o estado de Pernambuco também, o mesmo grupo articulou a pré-candidatura a Deputado Federal de Albérisson Carlos, presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco que disputou em 2016 o cargo de vereador pelo PSDB e perdeu. Além disso, a reeleição do Deputado Estadual Joel da Harpa (Podemos-PE), que queria dar um título de cidadão pernambucano para Bolsonaro, se não fosse a pressão que sofreu por querer algo tão impopular.

A pauta do encontro que ocorreu entre todos estes para definir tais pré-candidaturas foi, mais uma vez, a falácia da segurança pública, que está expressa diretamente como a nova palavra de ordem para a direita após a “luta contra a corrupção”. Na prática, sabemos muito bem que a direita não está preocupada de fato com quaisquer das bandeiras levantadas acima, mas sim em massacrar ainda mais a população mais desfavorecida.

O palanque artificial da extrema-direita brasileira está criado. No entanto, vale ressaltar que a popularidade real desses indivíduos é nenhuma. Por serem extremamente impopulares, principalmente no Estado em que nasceu o ex-presidente Lula, toda essa máscara precisa ser criada para Bolsonaro ter um palanque para que possa praticar suas demagogias.

No entanto, é preciso até mais do que repudiar esta formação de chapa artificial, intensificando principalmente a luta contra o golpe e seus comitês, que poderão recepcionar da “melhor forma” o aspirante de Hitler e mostrar como se deve tratar a direita: socando a cabeça de fascistas na parede.