Desmonte da Petrobras
Num processo vertiginoso de desmonte a Petrobras abriu 48 processos de vendas de ativos entre janeiro de 2019 e julho de 2020.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
8080902184_bbd445f715_b
Edifício da Petrobras, Largo do Carioca, Rio de Janeiro/RJ | Foto: Rubem Porto Jr

Num processo vertiginoso de desmonte a Petrobras abriu 48 processos de vendas de ativos entre janeiro de 2019 e julho de 2020, período do governo fascista e entreguista de Jair Messias Bolsonaro. São cerca de 2,5 processos abertos por mês, em média, no período.

Para efeitos de comparação, durante o governo Temer foram abertos em média 1,4 processos por mês e durante o governo Dilma essa média era de 0,4 processos por mês. A estatística foi gerada pela Subseção FUP do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) e foi divulgada pela Folha de São Paulo na última segunda-feira (19/10).

Recentemente, o STF deu respaldo jurídico para esse desmonte sistemático, ao permitir que a empresa criasse subsidiárias para venda.

A justificativa para a estratégia, segundo o atual presidente da empresa Roberto Castello Branco (empossado na gestão Bolsonaro e com as bênçãos de Paulo Guedes) é que a empresa não gera caixa suficiente para reduzir dívida e investir no pré-sal, por isso a venda de ativos em áreas consideradas não estratégicas, como energias renováveis. Outro ponto é a redução do alcance territorial da empresa, a ideia é concentrar as operações da Petrobras  na região sudeste.

O plano tem apoio de investidores e do mercado, porém é duramente criticado pelos funcionários e sindicatos. Numa entrevista ao jornalista William Nozaki, realizada em 03/10, O geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de exploração e produção da Petrobras e considerado um dos executivos de maior influência na organização da exploração do pré-sal, fez diversas críticas a condução atual da empresa e a pilhagem que o governo vem promovendo no patrimônio que a Petrobras representa para o Brasil.

Nessa entrevista, o geólogo ressalta que essa destruição da Petrobras, e o processo de evasão de recursos nacionais, não é novidade e vem desde o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, cujo grupo está na base de sustentação do golpe antidemocrático de 2015 e é responsável por toda perturbação social do cenário brasileiro da atualidade.

Essa tática criminosa vai reduzir as margens de lucros no mercado de combustíveis em períodos de petróleo a preço baixo e na prática reduzir a competitividade da Petrobras e sua viabilidade econômica. Existem denúncias que a empresa oferece bônus crescentes de remuneração os diretores a cada venda de ativos realizados.

Esse desmonte deve jogar a Petrobras numa situação análoga a atual situação dos Correios, sabotado e impedido de investir para permitir a venda para os abutres do mercado, que querem lucrar com o patrimônio nacional.

O PCO conclama a população a denunciar diariamente nas ruas a destruição da Petrobras, promovida pelos golpistas, capital financeiro internacional e fascistas que ocupam todas as esferas do Estado brasileiro. Não a venda da Petrobras e seu patrimônio! Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas