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Primeira privatização fascista

Bolsonaro entrega única estatal latina fabricante de chips

Ceitec, a única na América Latina a desenvolver e produzir chips e semicondutores foi decretada fechada pelo fascismo. É a primeira e outras estão a caminho

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Governo vai fechar as estatais Valec e Ceitec – Foto: Sinpaf – Sind. Nacional dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário – Sete Lagoas (MG)

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Conforme denúncia efetuada no jornal Brasil 247, o governo fascista de Bolsonaro publicou no DO da União o decreto nº 10578 que autoriza a “desestatização” do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada, a Ceitec com sede em Porto Alegre (RS), na modalidade “dissolução societária”.

A dissolução societária refere-se ao fato que a empresa foi criada em 2008 pelo governo federal com participação do ministério da economia (ME), ministério da ciência tecnologia e investimentos científicos (MCTI) e do banco nacional de desenvolvimento econômico e social (BNDES). Era uma empresa de sociedade anônima de capital fechado e vinculada ao MCTI.

O objetivo de sua criação era de atuar no desenvolvimento de solução científica e tecnológica na área de semicondutores (usados na fabricação de componentes eletrônicos), de microeletrônica e correlatas, como o uso de chips logísticos e etiquetas de patrimônio para órgãos públicos e empresas. Conseguiu desenvolver projeto de sensor para detecção do covid-19.

Era a única empresa de chip e semicondutores em atividade na América Latina. Entre chips, etiquetas e sensores, são cerca de 50 produtos para áreas como logística, veicular, segurança, saúde e agronegócio. Além de produzir esses materiais, e atuar em  pesquisas de novas tecnologias, também se ocupava da formação de técnicos especializados na área. Tudo isso com um quadro de cerca de 180 funcionários, a grande maioria concursados.

A empresa nasceu com o objetivo de encampar os projetos desenvolvidos pelas universidades UFRGS e PUCRS, e teve apoio dos governos do Rio Grande do Sul e da prefeitura de Porto Alegre, durante o governo Lula em 2008.

Para fechar a empresa, o governo imperialista passou por cima de decisões que ainda estão tramitando no tribunal de contas da união, no supremo tribunal federal e o PDL (Projeto de Decreto Legislativo) na câmara, de iniciativa do PT, que corta os efeitos do decreto, mostrando o caráter liquidacionista do estado brasileiro pelos neoliberais fascistas.

E como a empresa foi fundada no governo do Lula, cumprem as duas metas fundamentais do imperialismo, entregam as empresas estatais e as riquezas do povo, e retiram da vida política do país o PT, maior partido de esquerda do país e talvez da América Latina.

A associação dos funcionários da Ceitec, melhor dizendo, dos ex-funcionários, declarou que sai mais caro fechar a empresa que mantê-la funcionando, e que o decreto promove o entreguismo do país.

Como dito em matéria deste jornal anteriormente, “O fim da empresa será ‘a condenação e a submissão, tecnológica e inovativa, das futuras gerações’, sabotagem que se iniciou por Temer e agora está para ser liquidada por Bolsonaro. Segundo ele, “o processo de entrega da soberania nacional está a todo vapor. É a segunda fase da campanha de Bolsonaro e que agora começa a ser colocada em prática. E na contramão de outros países.”

Vê-se que a intenção é destruir a indústria nacional e entregar empresas e a renda do povo ao imperialismo fascista, assim como apagar todas as marcas que o PT, o Lula e a Dilma deixaram em benefício da economia brasileira. 

Se essa política entreguista não for barrada pela classe trabalhadora, não restará nada na lembrança do povo e nos livros de história que um dia o país foi governado por um partido de esquerda. Pela maior liderança política que foi Lula, e só restará escombros de uma nação que chegou a ser a 7ª economia entre os cerca de 200 países no planeta.

Com a política neoliberal implantada novamente a partir do golpe de estado de 2016 e um fraudulento governo fascista implantado, estamos assistindo a algo semelhante que ocorreu no Reino Unido durante o governo da primeira ministra Margaret Thatcher. Destruição dos direitos do povo e do parque industrial, deixando o país atrás de economias como a Índia, China e Japão.

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