Capacho do imperialismo
A direção golpista da Petrobrás realiza mais um grande negócio para os capitalistas com a entrega de mai uma subsidiária da empresa
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Poço terrestre da Petrobrás | Foto: Reprodução

A direção golpista da Petrobrás acaba de entregar mais um ativo da empresa, desta vez foi o Polo Rio Ventura, polo esse que é composto pelos campos de exploração e produção de petróleo e gás de Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte, localizada nos municípios de Catu, Mata de São João, Pojuca e São Sebastião do Passe, no estado da Bahia.

A doação, do governos ilegítimo Bolsonaro através dos seus prepostos à frente da Petrobrás, foi para a empresa privada 3R Petroleum, que agora abocanha mais esse pedaço do patrimônio do povo brasileiro com o objetivo de engordar os bolsos de meia dúzia de capitalistas parasitas. A 3R Petroleum já havia apropriado, em maio desse ano, a totalidade da participação da Petrobrás em sete campos de produção terrestre e águas rasas, localizados na Bacia Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte. No ano passado a empresa controlada pela Starboard Asset LTDA, adquiriu 7 campos maduros do Polo Macau: Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu.

É evidente que a política deliberada de sucateamento do Polo Rio Ventura foi uma estratégia dos golpista para ser utilizada como justificativa para a sua venda. Segundo denúncia da Federação Única dos Petroleiros (FUP): “em um ano, só na Bahia, houve a perda de aproximadamente R$ 1 bilhão, gerada pela diminuição proposital da produção de petróleo e gás. O fato é gravíssimo porque configura renúncia de receita, de forma deliberada, da gestão da estatal. Além de não ter entrado nos cofres da Petrobrás, esse valor poderia ter gerado mais receitas para os municípios produtores de petróleo que poderiam ter arrecadado algo em torno de R$ 100 milhões através de royalties.

O prejuízo pôde ser sentido também com a perda de empregos, uma vez que com o desinvestimento da estatal, muitos trabalhadores terceirizados que atuavam na Unidade de Negócios da Petrobras (UN-BA), onde estão localizados os campos terrestres, foram demitidos.

A UN-BA continua lucrativa e, não fosse a premeditada falta de investimento e manutenção, estaria gerando ainda mais lucro para a estatal. É importante ressaltar que renúncia de receita é um crime de gestão. Um gestor de uma empresa pública, de uma prefeitura, governo de estado ou de um país, não pode renunciar receita, pois além de demonstrar incompetência, caracteriza crime de responsabilidade fiscal.” (Site FUP 28/08/2020)

A atual transação é um negócio de pai para filho. O valor da venda é de U$ 94,2 milhões, sendo que U$ 3,8 milhões pagos na hora; US$ 31,2 milhões no fechamento da transação; US$ 16 milhões desembolsados em trinta meses após o fechamento da transação; e US$ 43,2 milhões em pagamentos contingentes previstos em contrato. Um grande negócio, conforme afirma a Federação dos Petroleiros, em que os capitalistas em menos de 5 anos, nas atuais circunstâncias, terão recuperado todo o seu investimento, mas segundo as estimativas dos próprios compradores, num primeiro momento há a possibilidade de aumento de produção em 30%, então o retorno se dará em muito menor tempo.

De fato, com o anuncio da venda de mais essas subsidiárias da Petrobras significa mais um passo na preparação para a venda completa da empresa. A direita golpista está se utilizando da crise da pandemia do coronavírus para desferir um maior ataque a classe trabalhadora e ao povo brasileiro.

A única forma eficaz de luta neste momento para impedir os ataques e a entrega das estatais ao capital estrangeiro, ao imperialismo, é a intensificação das mobilizações e organizar uma greve geral das empresas estatais. A vitória dos trabalhadores somente poderá estar assegurada se houver uma radicalização da luta através das ocupações das empresas, como medida de força para impedir as privatizações e barrar a entrega do patrimônio do povo brasileiro pelo governo golpista, capacho dos banqueiros e capitalistas estrangeiros.

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