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COMANDO DE GREVE

18/08: Unificar a luta Fora Bolsonaro com Servidores Públicos

Patrimônio do povo

Bolsonaro entrega mais um polo da Petrobras da bacia de Campos

Somente Campos dos Goytacazes e Macaé perderam 41.500 postos de trabalho nos últimos quatro anos, isso acabará gerando um esvaziamento da cidade transformando-a em fantasma

Sede da Petrobras – Foto: Reprodução

Redação do DCO

Julio Marcelino

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou mais uma entrega do governo golpista do patrimônio do povo brasileiro, desta vez foi o polo de Marlim, localizada na Bacia de Campos.

De acordo com a FUP, em artigo publicado na última segunda-feira (16) a entrega da metade do polo Marlim fará com que a estatal se torne uma mera exportadora de óleo cru, com essa atitude de subserviente ao capital internacional, ao imperialismo, principalmente o norte-americano, uma das maiores estatais do país será totalmente desvalorizada para melhor entrega-la.

Conforme a Federação dos Petroleiros, “o anúncio do teaser de venda de 50% do Polo Marlim, na Bacia de Campos, feito pela gestão da Petrobras nesta segunda-feira (16/11), é a mais recente confirmação de que a companhia está sendo privatizada em partes, o que vai transformar a Petrobras numa empresa esvaziada e sem valor. Essa é a avaliação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que questiona o fato de a companhia estar vendendo um complexo de campos produtores que é o terceiro maior do país e o quarto maior das Américas, e “com um fluxo promissor de atividades futuras, incluindo a revitalização dos campos no curto prazo e potencial significativo do pré-sal”, conforme o próprio teaser de venda”.

Segundo o Sindicato dos Petroleiros Unificados de São Paulo, (Sindipetro Unificado) somente de fevereiro até agosto deste ano foram colocadas para venda 382 ativos. A lista inclui 41 campos terrestres, 12 campos de águas rasas, 39 plataformas e nove blocos exploratórios. Na infraestrutura de gás natural, inclui a Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e a Gaspetro, que participa de 19 distribuidoras de gás, que, juntas, somam 12 mil quilômetros de dutos, bem como cinco dutos de escoamento de plataformas e oito Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN). Sem falar em termelétricas, usinas eólicas e a Petrobras Biocombustíveis – PBIO.

O desmonte e a criação de cidades fantasmas

A Bacia de Campos vem sofrendo um esvaziamento econômico desde 2018, quando a Petrobras intensificou a venda de campos e plataformas na região. Somente Campos dos Goytacazes e Macaé perderam 41.500 postos de trabalho nos últimos quatro anos, e isso acabará gerando um esvaziamento da cidade, transformando-a em uma região fantasma.

Conforme coordenador geral do Sindipetro/NF Tezeu Bezerra, entre 2015 e 2019, foram perdidos 11.598 empregos formais em Campos e 29.868 empregos formais em Macaé, como apontam dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho.

Um exemplo de cidade fantasma foi o que ocorreu com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ), com a entrega de mais um patrimônio nacional, ocorrida em abril de 1993, ou seja, uma política de terra arrasada, no período em que Itamar Franco estava no poder, após o impeachment de Fernando Collor de Mello, que também deixou milhares de trabalhadores sem nenhuma perspectiva de vida. Tiveram inclusive, de sair da cidade por falta de emprego, devido aos recursos gerados pela Siderúrgica.

O polo Marlim

O polo Marlim compreende quatro concessões de produção localizadas na Bacia de Campos. A Petrobras é a operadora dos campos, com 100% de participação. Os campos de Marlim e Voador ocupam área de 339,3 km2 e estão localizados em águas profundas, com lâmina d’água entre 400 m e 1.050 m, a cerca de 150 km de Macaé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

Marlim e Voador compartilham a infraestrutura de produção e, entre janeiro e outubro de 2020, produziram em média 68,9 mil barris de óleo e 934 mil m3/dia de gás por dia. O campo de Marlim Leste está situado a leste do campo de Marlim, a uma distância de cerca de 107 km do Cabo de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, em águas profundas e ultraprofundas, com lâmina d’água que varia de 780 m a 2.000 m. De janeiro a outubro de 2020, Marlim Leste produziu, em média, 38,5 mil barris de óleo por dia e 615 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Sul está situado ao sul dos campos de Marlim e Marlim Leste, a uma distância de cerca de 90 km do litoral norte do Rio de Janeiro, localizado em águas profundas e ultraprofundas, em lâmina d’água que varia de 800 a 2.500 m. Produziu em média, de janeiro a outubro de 2020, cerca de 109,6 mil barris de óleo por dia e 2,062 milhões de m3/dia de gás. (FUP – 16/11/2020)

Mobilizar as demais estatais e o conjunto do movimento operário e popular

Em fevereiro desse ano, os petroleiros realizaram uma greve de 21 dias e, essa greve mostrou que não se pode recuar diante do governo golpista do fascista Bolsonaro, no entanto, a luta tem que ser em conjunto com os demais representações dos funcionários públicos, bem como, com os movimentos sociais e populares, porque a Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro, bem como as demais estatais que estão indo para o mesmo caminho. A direção da FUP deve tirar uma experiência daquele movimento. Nenhuma trégua aos capachos do imperialismo.

É preciso impor uma derrota ao governo golpista, bem como, todo o conjunto de golpistas, desde o congresso, o judiciário e a imprensa venal, que vem difundindo a dilapidação do patrimônio nacional como algo necessário, para sanar dívidas quando, na realidade estão doando-o ao grande capital e isso só ocorrerá através de greve ainda mais forte que a do início de 2020. Fora Bolsonaro e todos os golpistas, eleições com Lula candidato.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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