Dois lados da mesma moeda
Embora Bolsonaro e Felipe Neto apareçam na lista da Time como antagônicos são representantes da burguesia internacional no Brasil e defendem os mesmos interesses imperialistas
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(Brasília - DF, 08/04/2019) Solenidade de Sanção da Lei de Cadastro Positivo.
Foto: Alan Santos/PR
Presidente ilegítimo Jair Bolsonaro é sustentado pelo imperialismo | Foto: reprodução

Na última terça-feira(22) a revista da imprensa burguesa, Time, divulgou uma lista com 100 pessoas que, de acordo com os interesses daqueles a quem esta revista serve, são intituladas como as mais influentes do mundo. A lista de “influenciadores” conta basicamente com aqueles que promovem o imperialismo e com aqueles que são capachos do imperialismo, deixando bastante claro o intuito da revista de empurrar estas figuras como influentes ou populares, quando na verdade a política defendida por eles é rejeitada pela classe trabalhadora em todo o mundo.

Dentre os nomes presentes na lista temos desde Donald Trump e Angela Merkel, lideres de duas das maiores potências imperialistas, até Felipe Neto que tem sido impulsionado para promover e defender questões importantes para a burguesia nacional, e Jair Bolsonaro, presidente ilegítimo, colocado na presidência pela burguesia através de uma fraude eleitoral e que põe em prática uma política genocida de esmagamento da classe trabalhadora e pobre.

É óbvio que estas figuras na realidade não inspiram a menor simpatia da população, se existe esta impressão é porque é montada pela burguesia, principalmente através da imprensa burguesa que controla os meio de comunicação, para que haja uma falsa sensação de popularidade. Isto fica evidente com Bolsonaro, o imperialismo precisou coloca-lo como um grande influenciador, mesmo não o sendo, porque é através dele que tem aplicado a política neoliberal no Brasil, ou seja, tirando do povo para salvar os capitalistas.

A revista Time para defender sua farsa chega ao absurdo de afirma sobre Bolsonaro: “com os 137 mil mortos pelo corona vírus no Brasil, a pior recessão em 40 anos e os mais de 29 mil incêndios na floresta amazônica apenas em agosto, mas também o apoio de 37% dos brasileiros.” E continua dizendo: “O índice de aprovação de Bolsonaro se deve em parte aos pagamentos mensais de ajuda de emergência feitos aos mais pobres do País durante a pandemia. Mas também reflete os seguidores fervorosos, que quase o cultuam, que ele comanda”

É uma mentira que Bolsonaro teria a aprovação de 37% da população e que essa aprovação seria resultado do auxílio emergencial. A maioria esmagadora da população brasileira está sendo duramente atingida pela crise capitalista e são contrárias às medidas impopulares do governo Bolsonaro que tem tirado o salário e o emprego da população, que reprime e mata cada vez mais o povo. Os R$600 de auxílio além de ser totalmente insuficiente para uma família operária, não chegou nem à metade das pessoas que precisariam dele e agora está tendo seu valor e extensão ainda mais reduzidos.

Vale lembrar que Bolsonaro apareceu nesta lista já no ano passado (2019), quando segundo a própria imprensa burguesa sua aprovação era menor do que os 37% que afirmam agora e não havia auxilio emergencial, o que faz cair por terra a teoria montada para colocar Bolsonaro como “influente” em 2020. No entanto, na primeira vez em que Bolsonaro esteve na lista o motivo de tanto esforço da burguesia para “popularizar” Bolsonaro já tinha se revelado, quando Bolsonaro foi descrito como “um personagem complexo, que representa uma ruptura com uma década de corrupção, mas que também é um garoto propaganda da masculinidade tóxica”.

Ou seja, quando acusa o governo de esquerda do PT de corrupção, a Time e a sua listinha são mais um mecanismo para reforçar as investidas imperialistas contra a população brasileira, como é a tentativa de empurrar goela abaixo a lava-jato, operação golpista instalada pelo imperialismo norte americano no Brasil e que com base puramente nos interesses da burguesia idealizou e pôs em prática a derrubada da Presidenta Dilma, prendeu o ex presidente Lula para que não participasse das eleições, tudo isto de forma fraudulenta para levar a direita capacho do imperialismo para o poder através do fascista Jair Bolsonaro.

As supostas “críticas” que a burguesia faz a Bolsonaro como as mortes pela pandemia, os incêndios florestais, etc, servem apenas como uma espécie de “lavar as mãos” para não serem associados ou não se colocarem como apoiadores das medidas impopulares que levaram a estes resultados.  Mas a verdade é que Bolsonaro foi criado pela burguesia, foi a burguesia que o colocou no poder e todas as medidas tomadas pelo governo no sentido de esmagar a população tem o total apoio da burguesia de conjunto, que é tão responsável pelo que está acontecendo quanto o próprio Bolsonaro.

Por outro lado a revista Time também mostra que podem criar outros caminhos a serem seguidas caso o bolsonarismo não possa ser controlado, para isto destaca por exemplo o nome de Felipe Neto, que claramente é um instrumento do imperialismo que busca uma alternativa mais moderada do que o fascismo. Felipe Neto seria contra Bolsonaro e existe uma tentativa de coloca-lo como um grande adversário do Bolsonarismo embora nunca tenha feito nada de concreto contra o governo Bolsonaro além de reforçar a direita e fazer demagogias.

Embora “contra” Bolsonaro, Felipe Neto é queridinho da direita tradicional e é garoto propaganda de diversas pautas direitistas como o golpe contra a presidenta Dilma, a prisão de Lula, etc. Com o desastre dessa política agora tenta se travestir de “democrata” defendendo pautas como o combate às Fake News, para a qual foi até convidado por Rodrigo Maia (DEM), para participar de reunião sobre o PL das Fake News que impõe uma séria repressão ao direito de liberdade e expressão e imprensa, medida bastante antidemocrática mas que em tese se distancia do bolsonarismo.

Desta forma é importante ter claro o papel da imprensa imperialista e do próprio imperialismo no sentido de promover a manutenção do governo Bolsonaro como forma de manutenção do projeto imperialista no país. Deixar o governo Bolsonaro ser derrubado seria jogar fora meses e até mesmo anos dos esforços que culminaram no golpe e os avanços que os capitalistas têm alcançado desde que teve início este governo, daí todo o esforço de defesa do Bolsonaro em contra ponto com a esquerda, embora ao mesmo tempo busque viabilizar uma alternativa mais estável para a burguesia do que o bolsonarismo.

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