Bolsonaro é o presidente mais impopular no início de mandato: o povo quer Fora Bolsonaro!

Brazil's President Jair Bolsonaro attends an Air Force ceremony in Brasilia

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no último domingo, 07/04, não é nada animadora para o presidente ilegítimo Bolsonaro. O levantamento aponta que o capitão presidente é o que tem pior avaliação depois de três meses de governo, se comparado a todos os presidentes eleitos em primeiro mandato a partir de 1989, pela ordem, Collor de Mello, Fernando Henrique, Lula e Dilma.

Não há nada de extraordinário do ponto de vista da pesquisa, alias, o resultado está está muito abaixo da realidade do que está acontecendo no país. Bolsonaro foi produto de uma fraude gigantesca imposta pelo regime golpista. O que ocorreu nesses três meses é que uma parcela considerável da população compreendeu que o seu governo e nada mais nada menos do que a continuidade do governo Temer e portanto do golpe.

Mesmo tendo sempre presente a enorme manipulação produzida pela meios de comunicação, todos apoiadores do golpe de Estado e, obviamente, dos seus institutos e pesquisa, os números apresentados representam uma verdadeira catástrofe para Bolsonaro e seu governo.

Em iguais períodos de mandato, o percentual da população que considerava o governo Collor como ruim ou péssimo era da ordem de 19%, FHC, por sua vez, era reprovado por 16% e Lula e Dilma registravam, percentuais negativos de 10% e 7%, respectivamente, contra os 30% de brasileiros que rejeitam Bolsonaro.

Esmiuçando um pouco mais esses números, a rejeição a Bolsonaro é superior em mais de 57% à rejeição ao ex-presidente Collor. Collor, assim como Bolsonaro, foi um candidato improvisado da burguesia, diante do absoluto fracasso do regime da Nova República e aos seus representantes políticos. Uma outra semelhança está no adversário do chamado “caçador de marajás”, que era Lula. Afim de impedir a vitória do candidato do povo, a burguesia operou uma gigantesca campanha de manipulação e fraude, superada apenas pela campanha atual, que levou a prisão de Lula e o impedimento da sua candidatura.

O fim do governo Collor, todos sabem. Diante da crescente revolta popular que levaria fatalmente a sua deposição, a mesma burguesia que alçou Collor a presidência, não teve pejo em depô-lo com o seu impeachment.

Também é interessante comparar os números com o próprio Lula. A rejeição a Bolsonaro é superior em estratosféricos 300%! Essa é a demonstração cabal de como é uma farsa o apoio popular ao político fascista, tanto antes como depois das eleições. Caso Bolsonaro tivesse algum apoio popular, seria impossível um desgaste tão meteórico.

O buraco para Bolsonaro é muito mais embaixo. Os institutos de pesquisa da burguesia não podem esconder a sua impopularidade, porque ela é muito maior do que apontam os números.

Isso apenas complementa o que vem sendo visto nas ruas: os atos populares contra a reforma da Previdência, o dia de luta das mulheres, as manifestações contra o golpe de 64, os atos pela liberdade de Lula e o Carnaval, a maior festa popular do Brasil, são provas concretas de que o sentimento popular pelo Fora Bolsonaro é uma realidade no país.

Finalmente, não se poderia deixar de fazer menção aos patéticos twitters do presidente sitiado rebatendo o resultado da pesquisa.

Derrubar Bolsonaro está na ordem do dia.