Uma medida superficial
Bolsonaristas e a direita tradicional fazem propagandas diferentes sobre o isolamento social, mas têm a mesma política
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
IMG_4419
Foto: Roberto Parizotti/FotosPublicas. |

O debate em torno da defesa ou não da política de isolamento social e quarentena vem perdendo força entre os partidos da direita e a imprensa burguesa. Antes de explicar o porquê, é preciso fazer a ressalva de que essa diferença nunca passou de propaganda. A ala da direita golpista tradicional representada pelos governadores defende a quarentena apenas como uma única medida, quando na realidade não existe nenhuma política efetiva contra a pandemia.

Bolsonaro, com sua campanha contra o isolamento, apenas estava seguindo os interesses de sua base social de empresários que temem os prejuízos com a quarentena.

Os governadores da direita defensores da quarentena, além da propaganda, têm como objetivo organizar o caos que será inevitável com a pandemia. Grosso modo, é fazer com as pessoas morram em casa, evitando ao máximo a revolta que causará a superlotação dos leitos dos hospitais. Além disso, essa política de quarentena nunca serviu para a maior parte da população, que ainda está sendo obrigada a trabalhar nas fábricas, supermercados, construção civil, transporte etc.

Essa diferença, aparente na questão da quarentena, simplesmente não existe no que diz respeito às políticas de ataques aos trabalhadores. A direita de conjunto vem avançando sobre os direitos do povo. Um exemplo mais recente foi a aprovação da Medida Provisória que diminui salários, acaba com o 13º, institui a negociação individual trabalhador patrão, em suma, um gigantesco confisco das condições de vida da população.

No meio disso tudo, Bolsonaro participou da manifestação da extrema-direita no domingo, que pedia o golpe militar. A direita tradicional tratou de criticar o presidente golpista fazendo demagogia em defesa da democracia. De nenhuma forma essa direita defende a queda de Bolsonaro, mas mantém a política de coloca-lo na linha.

Está claro pela política da burguesia que já há uma unidade sobre a necessidade de acabar com a quarentena, quando muito mantendo apenas como propaganda. Os grandes capitalistas já perceberam que não terão condições de manter essa política e irão tomar a decisão de deixar a população exposta à doença. Ou seja, acabou até mesmo a divergência superficial que se abriu sobre a questão do isolamento social.

A esquerda pequeno-burguesa, que embarcou na política da ala da direita que dizia ser civilizada e científica, vai cair no vazio completo. Aqueles que foram eleitos heróis do povo, como Doria e Witzel, mostram aquilo que sempre foram: elementos da extrema-direita.

Enquanto a direita ataca os trabalhadores, a esquerda continua escondida em casa e se alterna entre defender acriticamente a política de isolamento social como desculpa para não mobilizar e a defesa da união nacional com a direita civilizada. Fica cada vez mais claro que essa esquerda caiu numa armadilha política cujo resultado foi levar os trabalhadores a reboque da direita. Um verdadeiro crime contra o povo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas