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As mentiras do imperialismo sobre os protestos em Cuba

Crise da direita

Bolsonaro e caminhoneiros: demagogia e contradições com a direita

Bolsonaro reagiu também à recusa do presidente da Petrobrás de levar em conta as pressões de caminhoneiros, demitiu representante do imperialismo e pois mais um militar no comando

A crise na Petrobras faz a burguesia balançar – DCO

O presidente fascista Jair Bolsonaro tirou na última sexta feira o agente direto das petroleiras e dos especuladores, o homem do capitalismo internacional Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras e colocou um militar. A indicação para a presidência da Petrobras, feita pelo presidente Jair Bolsonaro, foi para o general da reserva do Exército, Joaquim da Silva e Luna. A indicação ainda precisará passar pela aprovação do Conselho de Administração da estatal. O órgão tem 11 integrantes e o general não será o único militar no comando da Petrobras. Dois outros integrantes também vieram das Forças Armadas. Eduardo Barcellar Leal Ferreira é almirante de esquadra da Marinha. Ruy Flaks Schneider é oficial da reserva da Marinha. Ambos são próximos do ministro de Minas e Energia, o Almirante de Esquadra Bento Albuquerque

Tal anuncio se deu na live da última quinta-feira, quando Bolsonaro disse que vai zerar por dois meses os impostos federais sobre o diesel e acabar com as taxações sobre o gás de cozinha, tal posição que reflete a enorme pressão do setor de transportes no país, em especial os caminhoneiros. Assim, além de criticar a política de preços da estatal, Bolsonaro reagiu também à recusa do presidente da Petrobrás de levar em conta as pressões de caminhoneiros, tratadas com atenção, no Palácio do Planalto, em razão de seus cálculos eleitorais, onde setores importantes desta classe média.

Assim, para dar cabo desta política, impôs a troca no comando da estatal após um novo aumento no preço da gasolina colocado por Roberto Castello Branco.

A solução apresentada pelo presidente fascista foi abrir mão de impostos federais o que para setores importantes da burguesia afeta a Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga o governo a compensar qualquer perda de arrecadação com corte de gastos ou elevação de outros tributos. O governo Bolsonaro com tal posição procura manter certas bases de apoio entre setores de classe média. Com o aumento da pressão de Bolsonaro, o ex-Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general da reserva Augusto Heleno, reforçou que os aumentos de preços incomodam e é preciso dar “um basta nisso”.

Há uma contradição entre as posições de Bolsonaro e a direita tradicional. A burguesia queria um governo que não se preocupasse com a eleição, mas Bolsonaro está preocupado em se reeleger, ou seja, precisa minimamente se preocupar com sua base de apoio. Isso cria toda essa contradição entre a posição de Bolsonaro e a posição da direita tradicional pró-imperialista, que se expressa em toda a crise do governo e dos capitalistas.

Para os analistas capitalistas do mercado, a estatal tem simplesmente ajustado seus preços às condições internacionais. A essas condições é necessário, obviamente, acrescentar a evolução do câmbio, com o dólar sempre afetado pelas barbaridades ditas, prometidas ou concretizadas pelo presidente da República.

De acordo com o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar: “De nada adianta a mudança na cadeira, se não houver mudança da política de preços desastrosa”, lembrando que Castello Branco cai logo após os petroleiros realizarem manifestação contra a venda de refinaria e contra o aumento dos preços dos combustíveis. Os petroleiros tem importante papel nesta luta, contra o aumento dos preços dos combustíveis e a própria privatização da empresa que se mantém no horizonte do governo.

É preciso mobilizar os trabalhadores no sentido de organizar a greve geral de toda a classe trabalhadora brasileira contra a privatização de seu patrimônio. A crise no governo é enorme, tais contradições são positivas, quando os de cima brigam, os debaixo devem festejar, mas principalmente sair à luta. É de fundamental importância também apresentar um eixo político para esta mobilização e assim dia 27, dia de luta pela liberdade definitiva de Lula se coloca como imperiosa, necessitando mobilizar milhares de trabalhadores em todo o País, como a única esperança mais imediata, de caminharmos na direção da derrota do golpe do Estado e assim buscar efetivamente o Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Somente com a derrota de todos os setores da direita golpista será possível impedir a pilhagem da riqueza pertencente ao povo brasileiro.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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