Genocídio
Os efeitos da política desastrosa de Bolsonaro e Paulo Guedes é a queda brutal na qualidade de vida de toda a população que está dia a após dia sendo condenada a morrer de fome.
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Desempregados, com a moeda desvalorizada e o dinheiro encurtando, eis a realidade dos brasileiros. | Foto: Artur Luiz

O governo Bolsonaro está destruindo a renda dos trabalhadores e levando todo o povo à miséria. A prova está na chamada massa salarial brasileira, que sofreu uma queda brutal.

Com o aumento do desemprego, o montante de dinheiro em circulação no país encolheu em R$ 10,031 bilhões no período de apenas um ano.

No trimestre que se encerrou em julho a queda registrada foi de 4,7%, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando comparado com o trimestre encerrado em abril deste ano, a massa salarial brasileira encolheu 3,8%, registrando R$ 8,035 bilhões a menos em circulação na economia do país.

Apenas a renda média dos trabalhadores formais registrou uma alta de 4,8% quando comparado com o trimestre até abril, R$ 117 a mais.

Quando comparada ao trimestre finalizado em julho de 2019, a renda média teria subido 8,6%, R$ 200 a mais, indo para R$ 2.535 por trabalhador.

De acordo com Adriana Beringuy, que é analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, a renda média só teria aumentado porque os trabalhadores informais, que quase não tem renda, estão perdendo inclusive essa ocupação e, portanto deixam de entrar na soma média.

OCUPAÇÃO LABORAL

Em apenas um trimestre o Brasil conseguiu registrar mais 7,214 milhões de pessoas desempregadas, segundo ainda os dados da Pnad Contínua do IBGE.

A taxa de desemprego passou de 12,6% no trimestre finalizado em abril para 13,8% no trimestre encerrado em julho.

O número de trabalhadores formais ocupados está em seu menor patamar da série histórica iniciada em 2012. São apenas 82,027 milhões de pessoas com emprego.

O número de desempregados teve uma subida gigantesca com mais 319 mil pessoas em apenas um trimestre, totalizando 13,130 milhões de desempregados.

A suspeitíssima taxa de desemprego só não registrou uma subida ainda maior porque aumentou em 11,3% o número de trabalhadores considerados inativos, 78,956 milhões até junho, 8,031 milhões a mais que no trimestre anterior.

Já o chamado nível da ocupação, porcentual que considera pessoas ocupadas formalmente dentro da faixa etária considerada apta ao trabalho, registrou uma queda de 51,6% no trimestre finalizado em abril para 47,1% no trimestre até julho de 2020, o menor da série histórica.

Em julho de 2019, o nível da ocupação neste setor era de 54,7%.

TRABALHADORES INFORMAIS

Segundo ainda os dados da Pnad Contínua divulgados nesta quarta-feira, houve uma perda de 3,897 milhões de vagas de trabalho nesta categoria. Os informais registraram uma queda de 8,1% na taxa de ocupação.

O Brasil também registra uma taxa de informalidade de 37,4% no mercado de trabalho no trimestre encerrado em julho, igualmente a menor da série histórica iniciada em 2016, com 30,694 milhões de trabalhadores atuando na informalidade, menor contingente já registrado pela pesquisa do IBGE.

Até o trimestre de julho o setor privado havia demitido mais 1,435 milhão de pessoas que já atuavam sem carteira de trabalho, outros 1,973 milhão de trabalhadores autônomos também perderam seu ganha pão.

Das vagas com CLT (carteira assinada), 2,822 milhões foram perdidas em apenas um trimestre, já são 29,385 milhões, o menor patamar da série histórica.

Neste intervalo de apenas um trimestre 263 mil empresas fecharam as portas.

Mais 931 mil trabalhadores domésticos perderam o emprego, igualando-se ao menor número já registrado, com 4,593 milhões de pessoas.

Em compensação o setor público teria sido o único a ofertar novas vagas. Seriam 215 mil novos trabalhadores contratados em apenas um trimestre.

DESTRUIÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA

Os efeitos da política desastrosa de Bolsonaro e Paulo Guedes é a queda brutal na qualidade de vida de toda a população que está dia a após dia sendo condenada a morrer de fome.

O já insuficiente auxílio emergencial que chegou atrasado, diga-se de passagem, e cuja maioria do povo trabalhador sequer conseguiu acessar, está sendo cortado pela metade e não tem garantia nenhuma de continuidade.

Os preços da cesta básica dispararam devido à especulação dos capitalistas com os grãos comercializados como commodities no mercado internacional e que rebaixaram as reservas de alimentos do país ao menor patamar histórico ameaçando a segurança alimentar de toda a população.

Os golpistas conduzem um verdadeiro projeto de genocídio dos trabalhadores brasileiros, tudo isso diante dos olhos da esquerda eleitoreira que acredita que fazer oposição ao regime fascista que se instalou no Planalto é participar de um pleito totalmente controlado pela burguesia.

Somente a mobilização popular dos trabalhadores da cidade e do campo através da liderança de um partido operário e revolucionário poderá mudar este quadro.

A palavra de ordem segue sendo fora Bolsonaro e Todos os Golpistas, pela restituição dos direitos políticos de Lula e sua candidatura em eleições livres e verdadeiramente democráticas.

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