Doenças crescem no Brasil
Golpe de estado influenciou na queda dos investimentos nas campanhas de conscientização da vacinação no país, o que gerou a volta de doenças como o sarampo
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Rio de  Janeiro rj 01 02 2020 Primeiro dia da campanha estadual do Dia D de Vacinação Contra o Sarampo no Rio de Janeiro, caminhão itinerante da Secretaria Estadual de Saúde foto Tania RegoAgencia Brasil
Vacinação | Foto: Reprodução

Pelo segundo ano seguido o governo federal gasta menos do que o ano anterior com campanhas de conscientização para a vacinação no Brasil. Em 2019, primeiro ano de mandato de Bolsonaro, o governo gastou 21% a menos com campanhas de vacinação do que em 2018, passando de R$ 77 milhões para R$ 60 milhões. Já do ano passado para este ano, os valores caíram 24%, chegando ao valor de R$ 45,7 milhões.

A falta de investimento nas campanhas publicitárias pela vacinação ocorrem não só durante o período em que o coronavírus está devastando a população brasileira e que possui como única solução possível a vacinação do povo, mas também, durante o período em que outras doenças que chegaram até mesmo a desaparecer do país estão voltando, como o caso do sarampo, doença erradicada em 2016 mas que voltou após o golpe.

A vacina da tríplice viral, que inclui o sarampo, mas que contém também a rubéola e a caxumba, foi uma das vacinas que ficaram longe da meta de vacinação para este ano. Outra das vacinas que não alcançaram a meta foi a da poliomielite. Fica claro que é justamente por conta da falta de vacinação que essas doenças ressurgem no país e que é por conta da falta das campanhas de conscientização que a vacinação não ocorre.

Isso por si só já demonstra os esforços do governo de Jair Bolsonaro em diminuir os gastos com a saúde pública e deixar o povo brasileiro ao deus dará no que diz respeito a esse problema. Mais especificamente, Bolsonaro deixa claro que seu intuito é o de sucatear o programa de vacinação no Brasil, fazendo com  que a população tenha cada vez menos acesso às informações sobre as vacinas e, dessa forma, a imunização passe a ser obra do setor privado, que deseja lucrar com isso.

A diminuição dos gastos também escancara a farsa que é a disputa da direita pela obrigatoriedade ou não da vacina contra o coronavírus, já que, não haverá nem mesmo uma campanha pela conscientização da população sobre a importância de se imunizar para impedir a propagação da doença.

O sucateamento da saúde no Brasil é mais um fruto do golpe de estado de 2016. Após a derrubada do governo de Dilma Rousseff por parte da direita aliada do imperialismo, o país passou a atacar a educação, a saúde e demais setores do país que beneficiam de alguma forma o povo brasileiro.

Após Dilma cair, ainda durante o governo Temer, a população sofreu um duro ataque com o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, o que acabava por sacramentar o fim dos investimentos em  saúde e educação, no que ficou conhecido na época como “a PEC do fim do mundo”.

Já durante o governo Bolsonaro, muitos outros ataques contra a educação foram vistos. O último desses ataques foi o claro sinal de que o governo fascista pretende privatizar o SUS. Por meio de um decreto no final de outubro, Bolsonaro abriu a possibilidade da privatização do sistema de saúde brasileiro, mas acabou voltando atrás, revogando o decreto. O fato de Bolsonaro ter voltado atrás só indica que o governo percebeu que esta na era a melhor hora para privatizar o SUS, pois isso poderia abrir uma crise muito intensa no país, no entanto, essa privatização ainda está no horizonte.

Sendo assim, não é possível acreditar que os governos de direita que dominam o país, tanto o governo federal quanto os estaduais, irão solucionar o problema da pandemia e vacinar toda a população com uma vacina eficaz e gratuita para todos aqueles que desejam se imunizar. Pelo contrário, a tendência é que mais ataques à saúde ocorram e que mais centenas de brasileiros ainda morrerão por falta de ações reais contra a disseminação do vírus. Mesmo com a vacina, Bolsonaro vai ser um enorme obstáculo a vacinação em massa da população.

Não há nenhum plano de vacinação. Os profissionais não estão sendo mobilizados, não há mais contratações de agentes de saúde, aquisição de seringas e agulhas e outros materiais para a vacinação.

É preciso, portanto, intensificar a campanha “Fora Bolsonaro” para colocar abaixo o governo fascista e garantir uma vitória aos trabalhadores contra a direita e o golpe de estado. Somente esta política, de enfrentamento com o golpe, é capaz de reverter a deterioração da saúde pública brasileira e colocar um freio no genocídio que vem ocorrendo no país, além de garantir a vacinação e a conscientização da população para a imunização contra todas as doenças que assolam o país, incluindo o coronavírus.

É preciso também que os trabalhadores se organizem para tomar conta do controle do processo de vacinação e dos demais processos da saúde no Brasil, já que são os trabalhadores os principais beneficiados com um sistema de saúde eficiente e que cubra as necessidades de toda a população.

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