Siga o DCO nas redes sociais

Catástrofe planejada
Bolsonaro corta orçamento de vacinas em plena epidemia de sarampo
Diante do cenário de um surto de sarampo, a medida de Bolsonaro equivale a um ataque de guerra direto contra o povo
saramppoli03
Catástrofe planejada
Bolsonaro corta orçamento de vacinas em plena epidemia de sarampo
Diante do cenário de um surto de sarampo, a medida de Bolsonaro equivale a um ataque de guerra direto contra o povo
Mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. Foto: Marcelo Camargo
saramppoli03
Mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. Foto: Marcelo Camargo

O chamado neoliberalismo consiste em uma guerra contra a população para salvar o lucro dos capitalistas em um período de franca decadência capitalista. Esse é o sentido das medidas do governo do golpista Jair Bolsonaro, como é o caso, por exemplo, do corte de vacinas previsto na proposta de orçamento do ano que vem. O corte no Programa Nacional de Imunização representará 1 bilhão de vacinas a menos no SUS no ano que vem. Medida tomada em plena epidemia de sarampo no País. Só no Estado de São Paulo já são mais de 3,5 mil casos.

Diante do cenário de um surto de sarampo, a medida de Bolsonaro equivale a um ataque militar direto contra o povo. Deve-se lembrar, ainda, que recentemente o Brasil passou por um surto de febre amarela, entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017. Naquela ocasião, já se tratava de um sinal de decadência do capitalismo, e é um fenômeno que se repete pelo mundo. Sob o sistema econômico atual, a sociedade não consegue mais manter coisas básicas, como um determinado nível de saúde pública, que no caso do Brasil já estava em um patamar rebaixado, mas agora está piorando.

Como resposta a esses problemas que assolam a população, tudo que a direita tem a oferecer é mais cortes de gastos públicos essenciais. Em outras áreas a política é a mesma, corte de gastos públicos com a população. É o caso dos programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, que terão um orçamento menor, e das universidades federais, que já estão sofrendo com falta de recursos para continuar funcionando.

Além desse corte de gastos essenciais para a população, o governo também retira dinheiro diretamente da carteira dos cidadãos, com a reforma da Previdência e o plano nefasto de retirar o reajuste do salário mínimo da Constituição, com a ideia de reduzir o salário mínimo e não dar mais aumento. A combinação dessas medidas provocará a miséria e a fome entre milhões de brasileiros, e representa uma política de destruição do país.

É por isso que esse governo não pode continuar. A continuação do governo Bolsonaro custará muito caro aos trabalhadores, especialmente aos mais pobres. O programa de governo da direita golpista, sob os interesses do imperialismo, que organizou o golpe, é um programa de amplo ataque às condições de vida de toda a população a serviço dos interesses de capitalistas estrangeiros. É um programa de destruição do país, com a entrega de setores inteiros da economia nacional ao imperialismo e a liquidação das empresas estatais. Por tudo isso, não é possível esperar até 2022. É preciso se mobilizar agora pelo fim do governo: Fora Bolsonaro!