Retaliação aos estudantes
Bolsonaro assina MP que ataca as carteirinhas da UNE
O presidente ilegítimo Jair Bolsonaro deverá assinar até o fim da semana uma Medida Provisória que visa desmontar a maior entidade estudantil do país.
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Retaliação aos estudantes
Bolsonaro assina MP que ataca as carteirinhas da UNE
O presidente ilegítimo Jair Bolsonaro deverá assinar até o fim da semana uma Medida Provisória que visa desmontar a maior entidade estudantil do país.
A sabotagem às carteirinhas de estudante é um ataque ao movimento estudantil.
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A sabotagem às carteirinhas de estudante é um ataque ao movimento estudantil.

Segundo o jornal golpista Folha de S. Paulo, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro deverá assinar, até o fim da semana, uma Medida Provisória que cria uma carteira de identidade digital para os estudantes. Com isso, a procura pelas tradicionais carteirinhas de estudante, que são emitidas pela União Brasileira dos Estudantes (UNE), deverá sofrer uma queda gigantesca.

A medida do governo Bolsonaro tem como objetivo atacar duramente o movimento estudantil – mais um ataque do governo de extrema-direita contra organizações populares. As carteirinhas, afinal, constituem uma fonte de renda importante para a maior entidade dos estudantes – sabotar as carteirinhas é, portanto, sabotar a luta de milhões de jovens contra a destruição que a política neoliberal provoca.

Os estudantes são parte importante da luta contra a direita e contra o governo Bolsonaro. Aliado aos trabalhadores e aos demais setores esmagados pelo golpe, é papel do movimento estudantil se chocar contra os golpistas pelo fora Bolsonaro, pela liberdade de Lula e por eleições gerais. Em maio, a participação dos estudantes nos atos contra o governo Bolsonaro foi marcante, o que motivou a retaliação por parte do governo.

O desmantelamento que Bolsonaro pretende provocar só se tornou viável, por outro lado, porque a direção da UNE, que sempre foi controla pelo PCdoB (e pela organização de sua juventude, a UJS), não utilizou a renda das carteirinhas para organizar um movimento de enfrentamento à direita. Ao invés de utilizar todos os recursos à disposição para impulsionar uma mobilização efetiva, optaram por uma política inevitavelmente desastrosa – eleger candidatos que nada tinham a ver com os interesses dos estudantes e dos trabalhadores. Muitos desses parlamentares, inclusive, apoiaram a eleição e reeleição de Rodrigo Maia à presidência da Câmara, votaram a favor da entrega da base de Alcântara aos Estados Unidos e, agora, estão às voltas com a formação de uma frente com setores da burguesia golpista, como FHC, Kassab, PSDB, Novo etc. (como se viu no ato da PUC-SP, no último dia 2), inimigos declarados da lutas dos trabalhadores e dos estudantes.