Momento de fraqueza
Resta saber se o apoio do centrão vai deter a queda de Bolsonaro. A certeza é que essa resposta virá ruas, da mobilização dos trabalhadores
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Rodrigo-Maia-e-Jair-Bolsonaro
Bolsonaro e Maia, o símbolo da aliança da extrema direita e do "centrão" | Foto: Reprodução

Bolsonaro se elegeu na fraude eleitoral de 2018 apenas porque, em meio a crise da direita tradicional, conseguiu se impor como uma alternativa improvisada da burguesia para impedir um novo governo do PT, com Lula, que venceria com folga caso tivesse sido eleito.

No entanto, a crise econômica, com a pior recessão desde 1900, a crise total do coronavírus, com mais de 55 mil mortos em dados oficiais e a crise política decorrente dos conflitos internos dentro do bloco golpista, impuseram a Bolsonaro um clássico dilema: apoiar-se em sua pequena base social até o final ou ceder ao centrão (que dominou todos os governos da nova república).

Diante da escalada da crise, as baixas no governo, a retomada das mobilizações nas ruas e o recuo da extrema direita, o presidente ilegítimo tratou logo de abrir os cofres e os cargos para os partidos da direita tradicional, o chamado “centrão”. Foi assim que o fascista passou a executar aquilo que sempre fez na política, mas tratou de esconder na eleição, o fisiologismo do baixo clero da política. Assim, distribuiu fundos, posições de direção em estatais e ministérios.

Bolsonaro passou de um fenômeno eleitoral que superou os partidos tradicionais da direita, com o apoio da burguesia, obviamente, a um governante encurralado por uma crise que se alimenta na pandemia do coronavírus, na crise econômica e no seu isolamento político cada vez maior.

Foi assim que o governo Bolsonaro passou a “entregar os aneis para não perder os dedos”. O intuito é garantir tão citada governabilidade e criar um escudo contra a possibilidade do impeachment.

Essa negociação é tão escancarada, que segundo a Revista Veja, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade­-SP) disse que o governo havia lhe oferecido o comando do Porto de Santos. Vale lembrar, estatal conhecida pelo domínio do golpista Temer (MDB), um amplo cabide de empregos e falcatruas diversas.

Assim, também cresceram dentro do governo os próprios militares. O próprio Mourão assumiu o renovado Conselho da Amazônia, que passou a abarcar catorze ministérios (uma grande base para troca de favores).

Para Antônio Augusto Queiroz, analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), “quando o Bolsonaro se livrar dessa condição mais delicada, ele próprio vai chutar o centrão. Do mesmo modo que, se o Bolsonaro cair em popularidade, o centrão, depois de receber esses recursos, vai pular fora”.

Ou seja, essa mudança do tom de Bolsonaro em relação ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF), deu-se da necessidade de se manter no governo, diante da retomada da mobilização popular, da extrema direita ter sido botada para correr em cada veza mais regiões do país e do governo ter ficado isolado mesmo dentro do bloco golpista. Até quando o governo Bolsonaro aguentaria a pressão, apoiado apenas nas próprias forças bolsonaristas, ultra minoritárias dentro do bloco golpista e da burguesia? Resta saber se o apoio do centrão vai facilitar a queda de Bolsonaro ou postergá-la. A certeza é que essa resposta virá ruas, da mobilização dos trabalhadores.

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