Está um verdadeiro caos
Os golpistas destruíram o país para garantir lucros crescentes para o imperialismo. Estão incluídos além da burguesia imperialistas o DEM, PSDB, MDB e outros ratos menores.
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Economia de despedaça | Foto: Frederico Valido

A declaração do presidente Jair Bolsonaro a um grupo de simpatizantes no primeiro dia de trabalho do ano causou polêmica e desmente as palavras de Paulo Guedes.  Segundo Bolsonaro, o País está quebrado, o que impede o golpista de fazer qualquer coisa, mesmo a promessa de campanha de alteração da tabela do Imposto de Renda. Ele diz que o vírus, que é potencializado pela mídia “sem caráter”, atrapalhou tudo.

Recentemente o ministro Paulo Guedes afirmou que o Brasil está em trajetória de recuperação na mesma velocidade da queda, ou seja em “V”, e a previsão é de crescimento do PIB é de 3,2% após queda prevista de 4,5% no ano passado. Tanto Guedes como Roberto Campos Neto defendem que a vacinação em massa da população é essencial para a recuperação da economia.

O Tesouro concentrou a emissão de títulos em prazos mais curtos por causa da necessidade de endividamento para enfrentar a pandemia, aumento dos riscos para os investidores e a desconfiança na continuidade do processo de ajuste fiscal. A dívida que o Tesouro precisa pagar aos investidores neste ano é de R$1,3 trilhão, mais os juros. É um peso que afeta o equilíbrio das contas do governo e vai influenciar no rumo das reformas que o governo considera essenciais para o equilíbrio fiscal.

A parcela da dívida que vence neste ano é cerca de 29% de toda dívida pública. É também próximo de metade da média anual nos últimos 3 anos. Mesmo assim, a equipe econômica se diz otimista para refinanciar a dívida. O Ministério da Economia diz que as despesas estão maiores que as receitas desde 2014 e que continuarão assim até 2026, quando o Brasil deverá alcançar o equilíbrio novamente.

Procurado para comentar as declarações do presidente, o Ministério não quis se manifestar, tudo isso conforme nos diz a matéria do jornal CNN. De fato, um dos problemas da burguesia com Bolsonaro é a reconhecida inépcia ao abrir a boca, o que o leva a entregar mais do que a classe dominante gostaria. Nesse caso, o golpista tem razão ao dizer que o País está quebrado.

O que a maioria da imprensa não expressa é que há uma crise econômica mundial que se arrasta desde 2008 e no final de 2019, já com a situação periclitante, aparece o coronavírus, com alta taxa de transmissão e letalidade, atingindo o Brasil em março de 2020. Mais de um ano desde a pandemia e nenhum governo se organizou para amenizar os efeitos da pandemia sobre a população e a economia.

E o que já estava ruim piorou, as previsões do Banco Mundial e o FMI eram de queda generalizada do PIB da grande maioria das nações. Não houve nenhum tipo de reação para salvar nem a população nem a economia. O imperialismo nunca se importou com a população, e nada fizeram pela economia porque não sabem o que fazer.

O resultado não podia ser outro, a pandemia piorou as condições já precárias da economia. No Brasil, aconteceu o mesmo, não houve programa de incentivos à produção para diminuir a anunciada queda do PIB, que em 2020 está previsto na casa dos 5 a 7 %, considerando que em um único trimestre a queda foi de quase 10%.

O isolamento social mesmo que parcial comprometeu a atividade de comércio, com redução acumulada de cerca de 10% nos quatro primeiros meses do ano de 2020, considerados os piores da história, conforme dados da Serasa Experian.

Também afetou a produção, com redução de matérias primas as indústrias não produzem e ainda tem o turno de trabalho com menos funcionários. Tudo isso afeta diretamente o PIB, que é o resultado de tudo que é produzido no país. Com exceção da China, os demais países tiveram grandes queda de produção, inclusive o Brasil.

O desemprego é consequência das crises, com menos atividade as empresas demitem para cortar custos e sem se importar que a pandemia acelera a possibilidade de morte dos desempregados. E assim chegamos ao fim do ano com cerca de 16% da população ativa em situação de desemprego, sem considerar os informais, autônomos e subemprego, conforme dados da PNAD do IBGE e se somarmos aos 16% chegamos a metade da população desempregada.Com o desemprego cresce a informalidade.

Com a crise da economia e a pandemia, o estado passa a arrecadar menos impostos, forçando ainda mais o déficit nas contas públicas. E ao mesmo tempo em que o estado gasta mais para amenizar os efeitos sobre a atividade econômica. Apesar dos gastos terem se concentrado na liberação de verbas para bancos e empresas e quase nada para benefícios sociais. O perfil da dívida indica que cerca de 40% das arrecadações do estado vão para o pagamento da dívida e dos juros.

As privatizações, que foram compromisso de campanha do atual presidente, também oneram as receitas do Estado que deixaram de existir com as vendas fatiadas.  Elas representam a maior parte das subsidiárias da Petrobrás, da Copel,e segue uma lista de 87 que estão na mira do governo para privatização.

A política de queima de estoques de alimentos para exportação, em benefício do agronegócio, mais a alta na cotação do dólar, que chega próximo a 6 reais, fez com que o preço dos alimentos aumentassem e a inflação bateu recorde. O aumento de preços na CEAGESP foi da ordem de 16% em 2020. Foram atingidos muito intensamente o arroz, a carne, feijão, e leite.

Também os aluguéis sofreram grande aumento, o IGP-M que serve de reajuste dos preços dos contratos, teve aumento superior a 23,14%, penalizando substancialmente a classe trabalhadora.

Se diante do exposto não concluirmos que o estado está falido, o que diríamos então?  Com uma dívida que chega próximo a 90% do PIB no final do ano, com a arrecadação em queda acentuada, gastos do estado subindo para financiar bancos e empresas e sem política para enfrentar as duas crises, só podemos enxergar o fundo do poço.

Enquanto isso, as 20 maiores fortunas do planeta somam 1,77 trilhão de dólares e entre as 500 maiores encontramos nove brasileiros que somam mais de 95 bilhões, e eles aumentaram, em média, cerca de 24% em relação ao ano anterior.

Nas crises a economia vai mal, mas os capitalistas vão melhor ainda. Se em tempos de tranquilidade o sistema concentra renda e poder, nas crises isso se potencializa, por isso ocorrem as revoltas e períodos de revolução.

A renda dos já pobres trabalhadores diminui e vão parar nas mãos dos mais ricos, capitalistas. Com a redução nos negócios a sobrevivência das empresas se torna mais difícil, a disputa mais acirrada, e para sobreviver retiram dinheiro do elo mais fraco, os trabalhadores, para continuar no negócio, pois não podem suportar a concorrência dos mais fortes do setor monopolista e imperialista.

Essa é a essência do golpe de Estado dado no Brasil em 2016 e em outros países da América Latina também. O imperialismo precisa tirar mais dinheiro dos trabalhadores, mas têm medo das convulsões sociais que podem ocorrer, aí tiram os governantes que não são coniventes com essa política, e colocam os de sempre ou até os fascistas se for o caso. Assim a burguesia imperialista se mantém no poder e garante que os lucros continuem aumentando, apesar da crise.

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