RJ - BOLSONARO/RIO/EVENTO MILITAR - POLÍTICA - O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro (PSL), participa de uma cerimônia do   aniversário de 73 anos da brigada da Infantaria de Paraquedista, na Vila Militar, em   Deodoro, zona oeste do Rio, na manhã deste sábado, 24. Também estão no local o General   Augusto Heleno, indicado para ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o general   da reserva Fernando Azevedo e Silva, que será o ministro da Defesa, o governador eleito   pelo Rio, Wilson Witzel, e o interventor federal na segurança do Rio, general Braga Neto.   24/11/2015 - Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Nesta segunda-feira (13), o presidente golpista Bolsonaro foi as suas redes sociais para novamente desferir um ataque ao povo. Desta vez, ele anunciou que vai reduzir os custos para as empresas, modernizando a desburocratizando as Normas Regulamentadoras de segurança e saúde do trabalho (NRs). Porém, essas normas existem para tornar os ambientes de trabalho menos nocivos aos trabalhadores.

Em outras palavras, ele quis dizer que pretende aumentar o lucro dos capitalistas às custas da vida e da integridade física dos trabalhadores. Esse ataque é totalmente inaceitável e inegociável. Para garantir a vida da imensa maioria da população do país contra essa série de ataques é preciso derrubar Bolsonaro.

“Há custos absurdos [para as empresas] em função de uma normatização absolutamente bizantina, anacrônica e hostil”, disse Bolsonaro nas redes sociais. “O governo Federal moderniza as normas de saúde, simplificando, desburocratizando, dando agilidade ao processo de utilização de maquinários, atendimento à população e geração de empregos”, concluiu o golpista inimigo do povo.

É preciso notar que esses ataques se inserem em uma política de conjunto levada contra os trabalhadores desde o golpe de 2016. Nessa senda, veio a reforma trabalhista, o ataque aos sindicatos, a ameaça de fim da Previdência e agora a tentativa de tornar as condições de trabalho no país ainda pior. Essas medidas desprezam toda a luta travada pelo trabalhadores brasileiros por seus direitos, é uma tentativa de retorno a escravidão.

Segundo o golpista Bolsonaro, as normas de segurança serão reduzidas em 90%. Isso significaria aumentar nessa proporção o número de mutilações, ferimentos graves e mortes no trabalho. Não há como ponderar esse tipo de medida. Os sindicatos e centras sindicais devem denunciar esse ataque. É preciso impedir que Bolsonaro retire sangue dos trabalhadores para aumentar o lucro dos capitalistas.

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